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Jameson Urban Routes • O que esperar - Parte 1/2

18 de Outubro, 2015 ArtigosDiogo Alexandre

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Jameson Urban Routes • O que esperar - Parte 2/2

Mucho Flow 2015 • Antevisão
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É já esta semana que acontece mais uma edição do Jameson Urban Routes, um festival que desde 2006 traz à capital portuguesa nomes incontornáveis da música moderna, muitas vezes ainda em fase embrionária. Por lá já passaram nomes como Toro Y Moi, Twin Shadow, Six Organs Of Admittance, El Guincho (em versão banda), Health e mais recentemente Future Islands e Tim Hecker, só para mencionar alguns nomes.

Não bastando as referências internacionais, convém também referir que foi neste festival, em 2008, que se estrearam os agora bastante aclamados Orelha Negra, projeto que junta Sam The Kid, Fred Ferreira, DJ Cruzvader, Francisco Rebelo e João Gomes.  O local escolhido é o mesmo de sempre: Musicbox Lisboa, um dos bares de referência da atual noite lisboeta. Na edição deste ano poderemos presenciar algumas estreias absolutas no nosso país e alguns nomes que, apesar de já cá terem atuado, continuam a dar que falar, tanto no plano nacional como internacional.

Na primeira semana de festival (22, 23 e 24 de outubro) os óbvios destaques são os estrangeiros Telepathe, Inga Copeland e Andy Stott. Os primeiros, espalharão a sua pop eletrónica contagiante logo no segundo dia de festival. Chamados à última da hora, devido à alteração do concerto de El Guincho, e com álbum novo na calha (Destroyer) o duo, certamente, irá fazer com que toda a plateia do Musicbox se perca no meio de tanta dança. O título Dance Mother nunca fez tanto sentido. Já Inga Copeland e Andy Stott (os dois no mesmo dia) deixam a pop de lado (no sentido comum do termo), ficando apenas com a parte eletrónica. Inga, antiga companheira de Dean Blunt, que faz algo parecido com um trip-hop experimental, virá apresentar o seu mais recente Because I'm Worth It, um muito bom disco que, de certo, irá conquistar muitos fãs ao longo do próximo mês. Andy Stott regressa ao nosso país, após uma passagem pelo Lux Frágil no início deste ano, para voltar a apresentar Faith In Strangers, um excelente trabalho dentro do género, realizado também no passado ano de 2014. O seu techno ambiental ecoará durante cerca de 1h pela sala lisboeta e hipnotizará todos os que por lá permanecerem.



Felizmente, não é só de bandas estrangeiras que se faz o Jameson Urban Routes, também existe uma grande quantidade de boas bandas nacionais a cimentar e a embelezar o cartaz. O primeiro dia é prova disso mesmo, sendo constituído principalmente por artistas portugueses (Pilooski é a única exceção). Um dia que se caracteriza também por ser de entrada livre.

Cave Story, Galgo e Pega Monstro foram as bandas escolhidas para abrir o festival, todos com discos lançados este ano. São as bandas portuguesas do momento que não ficarão atrás das restantes bandas estrangeiras. Os Holy Nothing foram a escolha certa para abrirem o segundo dia de festival (e o primeiro pago), visto que a sua música encaixa perfeitamente naquele que se revela como o dia mais dançável de todo o Jameson Urban Routes. Hypertext já está na rua desde o passado mês de setembro e podemos garantir que é synthpop do bom! Já com bastante mais experiência e exposição mediática surgem os PAUS, intercalados pela Inga Copeland e por Andy Stott, serão o escape à ambientalidade do dia e espalharão a sua eterna energia como se fosse manteiga.



Na mesa de mistura (After Party) destacamos, claro está, o malogrado El Guincho, que viu o seu concerto ter que ser alterado para um DJ Set. De Portugal, Magazino e DJ Babaz Fox são as principais atrações eletrónicas desta primeira semana. O primeiro é detentor de um tech house capaz de pôr qualquer moribundo a dançar desenfreadamente (qual Thriller?) e o segundo é a nova promessa da Prícipe Discos, editora com grande projeção internacional, da qual fazem parte nomes como DJ Marfox, DJ Nigga Fox, Nídia Minaj (que esteve presente na passada edição do festival), Puto Márcio, entre outros.

Razões não faltam para estar presente nesta primeira semana de festival. Uma semana de luxo que aguardamos incessantemente.
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