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Jameson Urban Routes 2016 • O que esperar - Parte 2/2

28 de Outubro, 2016 ArtigosDiogo Alexandre

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Lost in Reverie • O 25º aniversário de Loveless

Bob Dylan: Se não vai a bem, vai a mal
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Os The Comet Is Coming regressam ao nosso país para abrilhantarem ainda mais este cartaz que assim desbrava também caminhos junto do funk e do jazz. Após uma fantástica estreia com Prophecy, em 2015, editaram o seu primeira longa-duração (Channel The Spirits) no ano presente, disco que os levou até diversos países da Europa, no Verão passado, incluindo o Festival Músicas Do Mundo, em Sines, e que os meteu nas bocas do mundo ao ser nomeado para o Mercury Prize (prémio que distingue o melhor da música britânica e que acabou por ser entregue ao rapper Skepta). O trio regressa agora a Portugal para o apresentar em condições mais intimistas. Sem dúvida, um álbum que merece ser escutado e apreciado ao vivo.


Na facção portuguesa estão os Sensible Soccers, conjunto vilacondense com fortes influências do krautrock mais electrónico, também com álbum novo: Villa Soledad saiu em Fevereiro passado e já rodou por muitos recantos do país (dos quais se destacam a presença nos festivais Rock in Rio e Primavera Sound), voltando novamente a Lisboa, como não poderia deixar de ser. Aliando os sintetizadores plenos em melodias ambientais aos frequentes loops de guitarra, o quarteto que agora é trio tem a capacidade de, em crescendo, desinibir multidões para que estas arrisquem alguns menos frequentes passos de dança. Música para o corpo e para a alma.


Nos pratos está George Evelyn, mais conhecido por Nightmares On Wax, que juntamente com DJ Kon (que abre o seu concerto), nos transportarão para as mais puras planícies sonoras suburbanas norte-americanas a fim de contemplarmos uns beats puros da golden age of rap e, quem sabe, soltarmos uns improvisos por cima dos mesmos. Eternamente afiliado à Warp, famosa editora em que lançou toda a sua discografia e de onde se destacam as suas obras-primas “Smokers Delight” e “Carboot Soul”, George, certamente, saberá fazer o set perfeito para uma sexta-feira à noite. No ano em que vimos passar por cá DJ Shadow e Nightmares On Wax por duas ocasiões só faltam os The Avalanches para completar a santíssima trindade do hip-hop instrumental, o que até faz sentido visto ter sido este o festival que apresentou os Orelha Negra ao mundo. Fica o pedido feito.




No Sábado o dia começa mais cedo: às 16:30h o Primeira Dama (que entrevistámos a propósito do festival) sobe ao palco da “caixa” para apresentar o seu novíssimo primeiro compêndio de canções chamado Histórias Por Contar, um disco pejado de reverb e com um sentimento muito característico, interpretado ora a solo ora com convidados. Gravado no estúdio da Maternidade e misturado por Leonardo Bindilatti (Cafetra Records), esta será uma excelente oportunidade de vermos o futuro da música portuguesa numa matinée à antiga logo antes daquele que antecipamos ser o concerto mais imprevisível deste festival. Lonnie Holley tem 64 anos é um artista plático norte-americano que trabalha com material que apanha do lixo, sétimo filho de vinte e quatro, e pai de mais quinze, conta a história caricata da sua vida através da música e prepara-se agora para uma estadia em Portugal onde se apresentará ao vivo, primeiramente em Lisboa, neste dia 29, e depois no Porto, juntamente com o também músico Laraaji, numa conversa moderada pela rapper Capicua. Com apenas dois discos lançados (Just Before Music e Keep A Record Of It, de 2012 e 2013, respectivamente), Lonnie traz o soul do sul dos E.U.A. na sua voz da forma mais pura, tocando o seu piano de forma quase improvisada, enfeitiçando-nos a cada interpretação. Não esperamos nada e esperamos tudo.


Mais tarde, Cate Le Bon dará o ar de sua graça ao interpretar o seu pop/rock dissonante com vincado sotaque galês apresentando Crab Day, aquele que se revela como a sua estreia na prestigiada Drag City e um dos discos que ainda dá que falar em 2016, aclamado pela generalidade da crítica especializada. Um disco claramente de guitarras, porém não só de guitarras, explorando da mesma forma o potencial de outros instrumentos não tão usuais dentro do espectro do rock, atribuindo à sua música um leve traço neo-psicadélico e o geral cunho de Art Pop. Um excelente regresso, superando, na nossa opinião, o seu trabalho precedente Mug Museum.



Segue-se Mykki Blanco, rapper norte-americano que regressa a Portugal para finalmente apresentar o seu primeiro longa-duração Mykki, depois de 3 EP's e 3 mixtapes, de uma residência artística na ZdB e de uma rixa problemática com um taxista do aeroporto da Portela, que resultou na sua detenção e, consequentemente, no bloqueio de todos os portugueses da sua página de facebook durante algum tempo. Michael perdoou Portugal e retorna para um concerto há muito aguardado por aquele que é visto como uma das principais figurais do hiphop queer e chega ao Musicbox vindo directamente de Viena, num concerto integrado numa extensa tourné Europeia. Não sabemos bem o que Mykki tem guardado na manga mas que será divertido disso não duvidamos.


Integrado também na mesma sessão surge DJ Earl, figura prolífica do Footwork de Chicago, com forte ligação à Teklife e à Hyperdub. Depois de no ano passado havermos tido a oportunidade de ver um dos seus pioneiros (RP Boo) agora teremos o prazer de escutar uma das suas mais recentes referências. Sobre bass lines consistentes, batidas rápidas e frequentes samples de hip-hop e funk, acaba de editar Open Your Eyes, contendo parcerias com o não menos importante Oneothrix Point Never, naquele que é um dos discos de electrónica mais bem conseguidos que oudo ano.


A fechar teremos a jovem promessa da Príncipe Discos, DJ NinOo, pertencente à Firma do Txiga, crew a que também pertencem K30, Puto Anderson e DJ Wayne, com os quais produziu “Gravidez” (pertencente ao segundo volume da compilação Cargaa editada pela Warp Recordas, em 2015) e “Cabrito (acabada de sair na mais recente compilação da Príncipe Discos: Mambos Levis D'Outros Mundos), respectivamente. Dois tarraxos poderosos que tocados a partir das 4 da manhã podem causar estragos.




Após Tecla Tónica, o documentário sobre a ascensão do sintetizador em Portugal (que aconselhamos todos a ver) e o DJ Set dos Le Guess Who, são os Liima o último destaque da Jameson Urban Routes de 2016. Lançados pela 4AD em Março deste ano, ii é uma boa primeira amostra daquilo que o quarteto dinamarquês é capaz de fazer e de que há vida para além dos Efterklang naquele que é um país que tem tido pouquíssimo destaque no circuito alternativo internacional. Um bom disco, estreia nacional e de borla... não poderíamos pedir mais. Os Vive Les Cônes são o conjunto que promove o derradeiro encerramento desta sessão 16 e do festival, com os seus sintetizadores esquizofrénicos inspirados pela música dos anos 80 e 90, por volta das 21h, terminando assim da melhor forma (festa até ao fim) um Jameson Urban Routes que atinge agora os dois dígitos de idade e que tem tudo para ficar na memória de todos os por lá passarem.


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