11
QUI
12
SEX
13
SAB
14
DOM
15
SEG
16
TER
17
QUA
18
QUI
19
SEX
20
SAB
21
DOM
22
SEG
23
TER
24
QUA
25
QUI
26
SEX
27
SAB
28
DOM
29
SEG
30
TER
31
QUA
1
QUI
2
SEX
3
SAB
4
DOM
5
SEG
6
TER
7
QUA
8
QUI
9
SEX
10
SAB
11
DOM

Al Lover: "Há muitas bandas que praticamente só copiam o som de outras"

17 de Julho, 2015 EntrevistasJoão Rocha

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

"Metade do trabalho é ter mente aberta", Márcio Laranjeira (Lovers & Lollypops)

Entrevista • Hey Colossus
13296

Alex Gundlach, mais conhecido como Al Lover, é um talentoso produtor/compositor natural de São Francisco. Presença assídua no Austin Psych Fest, a sua música faz-se pelo revivalismo do psicadélico. Apesar de ser um criador de beats, musicalmente o som das suas criações confunde-se com gravações analógicas de uma banda antiga. É com Cave Ritual ainda bem fresco que Al Lover vai atacar a mítica piscina do Milhões de Festa e é precisamente esse o mote da conversa que tivemos com o norte-americano.

Quem é Al Lover?
É o teu boy Al. Apenas um tipo que faz beats e é sortudo o suficiente para viajar e ser pago para o fazer.

 

Li por aí que foi o Rap que te trouxe para a música. Como foi esse percurso até chegares aos dias de hoje?
Sim, cresci com Rap e Punk e comecei a fazer umas rimas por diversão quando fui para o secundário. Depois disso começou a ficar mais sério em conjunto com o meu amigo The Fist Fam. Comecei a fazer beats por volta de 2008 e foi aí que fui deixando o Rap para trás.

 

Como funciona o teu processo de criação? Quais são as tuas maiores influências e que bandas gostas mais de remisturar?
Geralmente costumo começar com uma sample ou um riff sintetizado e depois construo a partir daí. Basicamente um loop a tocar durante horas e vou adicionando por cima até sentir que está acabado. Diria que são tipos como The Rza, Phil Specter, Lee perry, Ike Turner, Conny Plank, Martin Hannett. Produtores que praticamente definem o som dos artistas com quem trabalham. No que diz respeito a bandas, estou aberto a um pouco de tudo. Recentemente fiz um remix de Future Islands e foi bastante divertido.

 

Apesar de seres um beat-maker a tua música soa como uma antiga gravação analógica de uma banda. Já pensaste seguir esse caminho, de deixar os samples de lado, e juntares num estúdio uma banda e tocar os instrumentos?

Sim, estou a começar. Tenho um projeto a sair no outono que é totalmente baseado em sintetizadores. Tenho planos para num futuro próximo trabalhar com mais músicos e escrever toda a música. O próximo álbum será assim, sem dúvida.

 

Numa era global como a de hoje, acreditas que isso torna mais complicado criar algo novo, ou pelo contrário, abre mais os horizontes do criador?
Não acho que haja alguma coisa nova para se fazer a não ser combinações criativas. O acesso a todos os tipos de música underground de qualquer parte do mundo está a inspirar os artistas a tentarem criar coisas mais criativas, mas também uma vaga de "copycats" que tornam certos géneros completamente saturados e aborrecidos. Pensem em quantas bandas rasgaram a partir do som dos Thee Oh Sees e do Ty Segall e boom, cria-se um novo género numa questão de meses. É muito engraçado. Também o acesso a tecnologia para gravação é muito interessante, qualquer criança com o seu computador pode criar som bastante surpreendente a partir do quarto. É tipo um novo movimento punk, amadorismo e desprezo para com o que a indústria da música diz que podes ou não fazer. Claro que isto tem os lados positivos e negativos, mas de qualquer maneira eu estou a adorar.

 

Como vês o crescente revivalismo do psicadélico?
Bem, penso que neste momento já está morto, se estivermos a falar de hypes da Pitchfork. Mas que se lixe. Sem ofensa para ninguém. Fico muito contente em ver gente a fazer música por aí. Como disse antes, há muitas bandas que praticamente só copiam o som de outras e isso saturou muito as coisas. Mas é tranquilo, cada um na sua. Claro que não estão todas a fazer isso, mas muitas estão. Acho que muitas dessas bandas estão a apenas procurar a sua sonoridade e com tempo irão crescer e dar grandes bandas. É uma progressão. Quando eu comecei só queria soar ao DJ Shadow e penso que ainda há alguns elementos disso na minha música. Acho que "psicadélico" é um termo demasiado amplo para a música. Para mim, Flying Lotus é mais psicadélico que muitas bandas da "cena psicadélica". Mas há uma diferença entre "psychedelic" e "psych", eu vejo "psychedelic" como experimental e então prefiro ouvir alguém fazer algo estranho e único do que alguém apenas a copiar o que já havia.

 

O Austin Psych Fest é já uma referência no mapa dos festivais de música psicadélica no mundo, e já lá atuaste várias vezes. Como surge essa ligação?
Com os Night Beats. Grandes Night Beats! Meus manos! Depois de os remixar, mostraram aos Black Angels que gostaram muito do som e convidaram-me para começar a trabalhar com eles em mixes de promoção. Tocar no festival deles surgiu como consequência. É tudo grande malta, têm muita dedicação à música e fazem tudo com muito amor à camisola. É incrível e inspirador. Não estaria onde estou hoje sem eles, estou-lhes eternamente grato por isso.

 

Como é Al Lover ao vivo?
Os meus sets são feitos com loops criados ao vivo e efeitos dub, onde basicamente reedito ao vivo os meus temas. É muito divertido fazê-lo, não há muito para se ver para além disso, mas soa bem. Muitos graves!!!

 

Vais passar por Portugal este Verão. O que conheces sobre o nosso país?
É um dos meu lugares favoritos do planeta e todas as pessoas que conheci aí são incríveis. Um abraço para eles todos.

 

Tens paragem marcada pelo Milhões de Festa no dia 27. Conheces o resto do cartaz? Alguma coisa que te sentes desafiado a misutar?
Só numa sílaba: Neu!! Acho o cartaz incrível, estou desejoso para ver Peaking Lights, adoro Deerhoof faz anos, e então estou mesmo entusiasmado. E os meus amigos Happy Meals e Cosmic Dead, os Hey Colossus... Tantos!

 

Não sei se já te disseram, mas dos vários palcos do Milhões de Festa, a tua performance vai ser no que tem uma piscina. Podemos esperar um mergulho no fim do concerto?
Siga!

 

Apesar da tua agenda, tens arranjado tempo para ouvir álbuns deste ano? O que destacas?
Não sei... Gosto mais de ouvir música mais antiga (risos). Gosto muito do novo álbum do Dick Diver, Ultimate Painting.

por
em Entrevistas
Bandas Al Lover

Al Lover:
Queres receber novidades?
Comentários
Contactos
WAV | 2022
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
SSL
Wildcard SSL Certificates
Queres receber novidades?