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[Entrevista] First Breath After Coma

31 de Julho, 2014 EntrevistasAna Isabel Pereira

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[Entrevista] Sequin

[Entrevista] T.204
FirstBreathAfterComa_fotoRicardoGraca

Em jeito de antecipação ao FUSING Culture Experience, um dos melhores projetos do panorama musical português do momento despendeu alguns movimentos respiratórios com a WAV e mostrou-nos que deixou realmente o estado de inconsciência para trás, preocupando-se apenas em tirar o fôlego aos seus ouvintes. Eles são de Leiria, têm um nome quase tão bonito e poético como a música que fazem e atuam logo no primeiro dia do festival que se realiza de 14 a 16 de agosto, na Figueira da Foz. Senhoras e senhores, a provar que as Brisas do Lis não são as coisas mais doces que Leiria nos reserva, aqui estão eles: First Breath After Coma.

 

O Fusing Culture Experience, tal como o nome indica, é um festival com um conceito um pouco diferente dos outros uma vez que mistura música com arte, desporto e gastronomia. Que acham deste conceito e do papel de eventos como este na divulgação de grandes talentos portugueses?

Quando conhecemos o conceito do Fusing, despertou-nos logo o interesse por haver essa tal diversidade artística num festival, abre horizontes a quem não conhece as várias áreas representadas e torna-se numa experiência muito mais enriquecedora. E que haja muitas iniciativas deste género para promover a cultura num país que se tem vindo a esquecer dela.

 

O vosso antigo projeto, os Kafka Dog, não tinha nada a ver com aquilo que fazem agora. Como é que passaram de uma banda de covers de bandas como Velvet Underground, Joy Division ou Ramones, para a exploração do post-rock com que nos presenteiam agora?

O nosso objectivo sempre foi criar as nossas músicas, para além das covers, tínhamos também originais enquanto Kafka Dog. Chegámos a gravar 5 temas para lançar um EP, mas quando ouvimos o resultado final, nenhum de nós estava satisfeito. Estávamos à procura da nossa identidade enquanto banda, por isso decidimos mudar de rumo.

 

Vocês vêm ao festival apresentar o vosso álbum de estreia “The Misadventures of Anthony Knivet”. Como é que se lembraram dele e, principalmente, de criarem um álbum relacionado com essa personagem?


Sempre ligámos a nossa música à ideia de viagem, de submersão. O que nos chamou atenção na história do Anthony Knivet, foi o facto de ele ter sido o primeiro homem a usar um escafandro. Prisioneiro de portugueses, foi obrigado a procurar peças de artilharia perdidas no oceano, numa experiência quase mortífera. A partir daqui procurámos mais informação sobre esta pessoa e deparámo-nos com um livro da sua autoria “The Admirable Adventures and Strange Fortunes of Master Anthony Knivet”. Decidimos relacionar a viagem do álbum à viagem do personagem.

 

De cada vez que sobem ao palco sentem, por isso, que estão a contar uma história ao público através da vossa música?


No palco é diferente, o que realmente importa é transmitir a emoção das músicas e levar o público connosco na viagem.

 

O que é que as pessoas que vão ao Fusing podem esperar do vosso concerto?

Vamos dar tudo o que temos como sempre, e fazer a festa com eles!

 

Como First Breath After Coma venceram o ZUS!, ficaram em primeiro lugar no casting Vodafone Mexefest, chegaram à final do Festival Termómetro e ainda foram escolhidos como um dos “Novos Talentos FNAC”. Estavam à espera de terem tanto sucesso em tão pouco tempo?

Os concursos em que participámos serviram como uma espécie de cartão de visita para quem não nos conhecia. Este projecto começou em 2012, mas já tocamos juntos há 7 anos, para nós isto não foi algo repentino. Desde o primeiro concerto até hoje que pisámos palcos nos quais sempre quisemos tocar. Não há nada melhor que ver o nosso trabalho reconhecido e sentirmos que há pessoas a gostar do que fazemos. Dá-nos motivação para trabalhar ainda mais.

 

Acham que o Fusing Culture Experience vai ser extremamente relevante no que diz respeito à disseminação da vossa música a um público diferente e mais amplo?

É um festival, movimenta muita gente e pessoas de partes do país completamente diferentes, ao contrário de um concerto dito “normal”. Esse factor, por si só, já é uma recompensa, quanto mais pessoas tocarmos com a nossa música, melhor.

 

Preferem tocar ao ar livre ou em ambientes mais intimistas?

Desde bem novos que vamos, como espectadores, a festivais ao ar livre e por isso mesmo, dá-nos um gozo enorme ir tocar a festivais deste género. Já temos a certeza que a nossa música se adequa muito bem a espaços mais intimistas como anfiteatros ou salas de concerto, agora vai ser a prova de fogo. Mas estamos extremamente confiantes e cheios de vontade de surpreender todos aqueles que ainda não nos conhecem!

 

O vosso álbum está a ter um feedback muito positivo e, apesar de só terem surgido em 2012, são já considerados como uma das bandas-sensação portuguesas. Isto adiciona alguma pressão para projetos futuros?

O segundo álbum de uma banda é sempre aquele marco decisivo, porque ao contrário do primeiro em que há liberdade total e zero expectativas, neste já existe algo para comparar e muitas pessoas na expectativa do que aí virá. Essa pressão toda acaba por cair sobre a banda, e nós sentimos um bocado isso, mas é tentar pôr isso de lado e deixar fluir as músicas naturalmente. Quem sabe essa pressão até pode vir a ser boa para o processo de composição do álbum.

 

O vosso nome advém de um tema dos Explosions in the Sky, certamente uma das vossas inspirações. Embora seja inevitável mencionar este facto, sentem que perdem identidade no sentido de vos tentarem associar demasiado à banda norte-americana, descrevendo-vos como uns “Explosions in the Sky portugueses”, em vez dos First Breath After Coma: a banda inovadora de Leiria que explora o post-rock cantado?

Quanto mais pessoas têm vindo a conhecer e a gostar da nossa música, mais “nosso” o nome se torna. As pessoas cada vez mais associam o nome à nossa identidade como banda, e não “aquela música daquela banda de post-rock”.
Mas acaba por ser inevitável e haver alguém que faça essa associação e até comparações a nível musical. Nós não consideramos a nossa música post-rock, visto que foge em muitos aspectos à definição desse género musical, é uma influência grande mas não passa disso.

 

Para além dos Explosions in the Sky que outras influências têm?

Dentro dessa onda temos influências como Radiohead, Sigur Rós, Efterklang, Múm, This Will Destroy You... Mas nós ouvimos muita música que pouco tem a ver com a que fazemos, mas que acaba sempre por nos influenciar, consciente ou inconscientemente. Pode ir desde o pós-punk dos Joy Division, ao hip-hop norte americano que se anda a fazer agora, Earl Sweatshirt e Tyler the Creator, passando pela música clássica e jazz.

 

Têm surgido muito boas bandas de Leiria como os Nice Weather for Ducks, que também atuam na edição do Fusing deste ano. De onde vem toda a criatividade e dinâmica que faz com que isto aconteça?

Leiria está repleta de boa gente com talento, e agora o movimento do Leiria Calling, que junta vários projectos musicais da cidade (um deles os nosso amigos Nice Weather For Ducks), é a prova viva disso. Para que haja uma dinâmica cultural como a que tem havido em Leiria, é preciso que três grandes partes funcionem em sintonia. A primeira são as bandas, escolas de dança, clubes de teatro, etc, que no caso da nossa cidade têm surgido em grande quantidade e com uma qualidade acima da média. Depois são as associações culturais e as individualidades que se mexem para fazer eventos e exposições para mostrar o trabalho destas pessoas, e Leiria está repleto delas.E por fim, mas não menos importante, está o público, os habitantes de Leiria, que se têm mostrado interessados e orgulhosos dos variadíssimos projectos que por cá se fazem. É claro que há sempre uma parte das pessoas que ainda opta por passar ao lado de tudo isto, mas nós acreditamos que isso aos poucos e poucos vai-se mudando.

 

Que bandas do cartaz do Fusing é que não podem mesmo perder?

O cartaz está com excelentes nomes. Para além dos nossos conterrâneos Nice Weather for Ducks, estamos muito curiosos para ver os You Can’t Win Charlie Brown a apresentar o novo disco, a Capicua, também com novo disco, Noiserv, Sensible Soccers, Dead Combo, The Legendary Tigerman, e ver o que o Fachada nos traz desta vez, passado um ano sem dar notícias.

 
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