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[Entrevista] Nick Allport

19 de Junho, 2014 EntrevistasBruno Pereira

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Reverence Festival Valada

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Não deviam ser precisas apresentações a este senhor. A WAV teve o privilégio de entrevistar o britânico mais cool a viver cá em Portugal. Através da sua disponibilidade e humildade, conseguimos chegar à fala com o mentor do Reverence Valada e, certamente, um ídolo de todos os amantes de stoner e psicadelismo.


Senhoras e Senhores: Nick Allport. Ámen!

 

WAV: O Nick é apaixonado por música. Lembra-se onde e quando começou o seu fascínio e posterior ligação à música, designadamente psych/stoner rock?


Nick Allport: Quando era pequeno a minha mãe estava sempre a ouvir música pela casa. Ela era uma enorme fã dos Beatles, ouvia Dylan, John Denver, coisas desse género. Mais tarde costumava ouvir o John Peel (conhecido locutor de rádio, crítico de música, jornalista e DJ), sendo este o principal responsável por me introduzir a Jesus & Mary Chain, The Smiths e Cocteau Twins. Nós vivíamos no País de Gales quando eu era mais novo e não se passava muita coisa lá, mas aos 18 anos mudei-me para Londres e arranjei um trabalho no Metro de Londres, o que me permitiu ir ver espetáculos. Estamos a falar de 1985/1986 por isso toda a cena Spacemen 3/My Bloody Valentine estava a começar e podia-se ver essas bandas várias vezes. Eu também ia ver coisas mais estranhas e psicadélicas como Psychic TV, Webcore, Dr & The Medics, Zodiac Mindwarp. Foi, realmente, uma altura fantástica para se ver música ao vivo em Londres. Em 1986, criei uma fanzine chamada Sowing Seeds com um amigo e dedicamo-nos a isso durante uns anos. Entrevistámos bandas como Jesus & Mary Chain, REM, My Bloody Valentine, Loop, e foi então que conhecemos os The Telescopes e criámos uma editora (Cheree Records). Desde então sempre estive envolvido no mundo da música.


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WAV: Como é que surgiu a oportunidade de vir viver para Portugal?

NA: A minha mulher é portuguesa, embora tenha crescido em Londres. Acho que chegamos àquela idade em que queríamos sair da cidade e ter filhos e, por isso, Portugal foi uma escolha que surgiu naturalmente. Nós costumávamos visitar Lisboa imensas vezes e a minha mulher tem amigos em Benfica do Ribatejo, então era usual frequentarmos a área de Santarém e Cartaxo e gostávamos muito daquela zona. Depois, em Agosto de 2009, alugámos uma casinha em Almoster e vivemos aí durante um ano e meio, enquanto encontrávamos e renovávamos um lugar em Porto de Muge, perto de Valada, onde vivemos agora.


WAV: Como é que surgiu a ideia de criar as Cartaxo Sessions?

NA: Eu estou envolvido com uma editora em Londres chamada Club AC30, com o meu irmão Robin e um amigo chamado Dunk. Nós dedicamo-nos a isto desde 2003 e também organizamos concertos ao vivo em Londres. Em todo o caso, em 2011, nós tivemos uma banda na editora, os Ringo Deathstarr, que conseguiram uma tour surpreendente a abrir para os Smashing Pumpkins, por toda a Europa, a tocar em espaços enormes. As últimas duas noites [da tour] foram no Campo Pequeno, em Lisboa. Nessa altura, mais especificamente na noite seguinte, ficaram em minha casa antes de terem que viajar para o Japão no domingo. Eles não são propriamente uma banda que gosta de ficar parada sem fazer nada num Sábado à noite, então andei a perguntar por aí e arranjámos-lhes um concerto no Centro Cultural do Cartaxo. Foram cerca de 95 pessoas ao espetáculo, o que é incrível para um pequeno espaço como esse. A banda de abertura deles foram os Qwentin, o que me levou a conhecer o Gonçalo Brito e os amigos e, com ele e com a ajuda do Marco Guerra no Centro Cultural, nós formámos a cooperativa das Cartaxo Sessions, com o objetivo específico de trazer bandas estrangeiras alternativas ao Cartaxo.


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WAV: Organizar o Reverence Valada Festival foi, então, um passo natural no seguimento das Cartaxo Sessions, ou a ideia e o desejo de trazer um grande festival como este para Portugal já lhe tinha passado pela cabeça?

NA: Eu não me lembro exatamente como surgiu a ideia do festival. Penso que sou o tipo de pessoa que quando olha para um espaço amplo pensa “este espaço não seria fixe para organizar um festival?”. Eu lembro-me de falar com o André Couto dos Dreamweapon e com os Psychic TV, no ano passado, no concerto deles, no Cartaxo, sobre fazer um grande espetáculo ao ar livre na Praça de Touros, mas a ideia nunca foi para a frente. Durante uns tempos nós andávamos a ver o Ribeiro de Santarém e a falar com a Junta de Freguesia desse local mas, na verdade, Valada sempre foi a localização óbvia. É um bocado estranho, principalmente com uma ideia deste género, observar que, quando dás o pontapé de saída no projeto e a bola começa a rolar ganha ímpeto e velocidade e, sem dares por isso, a ideia torna-se realidade.


 

WAV: Foi fácil reunir o apoio necessário (financeiro e não só) para levar o projeto avante?


NA: Foi surpreendentemente fácil. No entanto, [a edição deste ano] precisa de ser um sucesso, caso contrário não vai ser assim tão fácil fazê-lo uma segunda vez…


 

WAV: Sabemos que vive no Cartaxo, perto de Valada. Para além de ser a sua área de residência, o que é que torna esse local tão especial para ser escolhido em detrimento de uma cidade maior e mais habituada a este tipo de eventos como o Porto ou Lisboa que, seriam, talvez, opções menos arriscadas?


NA: Para ser sincero, eu nunca estive num festival numa cidade. Mesmo o Reading Festival, que fica a pouca distância da cidade, é realizado num terreno enorme junto ao rio. O Coachella é no meio do deserto, o Fuji Rock é num resort de ski que fica longe de qualquer lugar. Então, para mim, é normal haver um festival num sítio remoto e bonito de uma zona rural.


 

WAV: Como é que os habitantes de Valada do Ribatejo vêem a chegada de um festival à sua terra? Eles não devem estar habituados a este tipo de eventos.


NA: Por acaso eles até estão habituados a este tipo de eventos. De 2001 a 2005, Valada foi anfitriã de três edições do Festival do Tejo, onde atuaram muitas e aclamadas bandas portuguesas, incluindo os Mão Morta (que marcam presença nesta edição do Reverence Valada). Como é óbvio, nós temos estado imensas vezes em Valada nos últimos tempos e toda a gente parece bastante entusiasmada com a ideia do festival.


 

WAV: Psych Rock, Stoner, Shoegaze…infelizmente estes estilos não têm a projeção que merecem no nosso país. Tem, por isso, expectativas positivas no que diz respeito à venda de ingressos? Sabe como é que estão a correr as vendas até agora? Fizeram algum estudo de mercado antes de decidirem avançar com o projeto?


NA: Não sei bem o que as pessoas esperam, mas este não é um festival grande. Seria um grande sucesso para nós se conseguíssemos juntar 6000 pessoas lá, o que é praticamente o mesmo que um espetáculo no Campo Pequeno.


 

WAV: Pode dizer-nos que bandas tentou contratar mas que, infelizmente, não irão marcar presença no festival?

NA: Surpreendentemente foram poucas. Nós queríamos contratar os Ghost mas as datas não eram compatíveis e, por acaso, não sei até que ponto é que, agora, eles se encaixariam bem no orçamento. Também queríamos imenso contar com a presença dos The Brian Jonestown Massacre, mas com eles é sempre complicado, uma vez que a banda os elementos da banda vivemem dois continentes diferentes e estão em tour pela Europa durante o verão. Estou bastante triste com o facto dos Dead Skeletons não poderem estar no festival, e espero sinceramente que eles dêem alguns concertos no próximo ano. De resto, conseguimos todas as bandas que queríamos.


 

WAV: O cartaz fecha esta sexta-feira. Há possibilidade de termos grandes surpresas?


NA: Sim, ainda estão para vir algumas surpresas.

 

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WAV: Podemos esperar outra edição do festival no próximo ano?

NA: Eu espero bem que sim. Isso está completamente dependente do sucesso da edição deste ano.

 

WAV: Que sítios recomenda a quem vai visitar Valada?

NA: Valada é um sítio lindíssimo, mas é pequenino. É, basicamente, uma pequena vila à beira do rio. Há uma praia (fluvial) e um parque (de merendas) onde o festival vai ter lugar, alguns cafés, três mini-mercados, um restaurante e um bar. É o sítio ideal para vir beber uns copos, sentado à beira-rio e ouvir boa música.

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O Reverence Valada tem lugar nos dias 12 e 13 de setembro no Parque de Merendas em Valada do Ribatejo. O cartaz fecha esta sexta-feira e os bilhetes estão à venda nos locais habituais. O passe geral custa 55 euros até ao fim do mês de junho e depois passa a 70euros.


 

Cartaz do Festival Reverence Valada


 

 Entrevista e edição por: Ana Pereira e Bruno Pereira
por
em Entrevistas


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