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Ricardo Rios (promotor) em entrevista: "Vai ser a melhor edição de sempre do SonicBlast Moledo"

10 de Fevereiro, 2015 EntrevistasBruno Pereira

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Sonic Blast Moledo

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Ricardo Rios e Telma Cunha, o casal minhoto que meteu mãos à obra e criou um festival que junta o stoner e o rock psicadélio ao surf e skate, na fantástica localidade de Moledo do Minho, no concelho de Caminha. Este ano, a experiência volta a repetir-se em dois dias, e as datas já estão marcadas para: 14 e 15 de agosto. Nós não perdemos tempo e estivemos à conversa com Ricardo Rios, onde se revisitou um pouco da história do festival, se fez um balanço da última edição e se lançou já a próxima.

 
Quem são vocês (Telma e Ricardo) e o que fazem no dia a dia?

Só um casal comum, com trabalhos comuns…

 
Como surgiu a ideia de organizar um festival? Já organizavam outros eventos/concertos antes?

Por incrível que pareça, não. Somos fans de música e sempre frequentamos concertos e festivais. Tudo começou por uma vontade de fazer algo na nossa terra, em Moledo. Trazer algumas bandas de que gostávamos, tentar criar um dia diferente. Aquele flash que nos fez andar para a frente com a ideia, foi no SWR Barroselas, em 2011, quando conhecemos um elemento da organização que nos convidou para dar uma ajuda. No fim, gostamos tanto da toda a dinâmica que decidimos que era a hora. Ao longo destes cinco anos, fomos também organizando alguns concertos pontuais no Porto, Viana do Castelo, Caminha e, em breve, em Vigo.

 
Como foi a decisão de estabelecer o estilo de bandas para este festival? O critério é só coisas que gostam e não vão sair muito dos estilos habituais? Veem a possibilidade de sair um pouco dessa esfera psych/stoner/doom/hard blues ou é sempre para manter restrito a isto?

O critério é, e esperamos que seja sempre, as bandas de que gostamos e com as quais nos identificamos. No entanto, sempre achamos que não existem fronteiras ou barreiras na música. No fundo, gostamos um pouco de tudo. O SonicBlast Moledo evoluirá de acordo com a nossa própria evolução como receptores. Claro que se tivéssemos mais dias ou mais palcos, poderíamos explorar mais vertentes… Mas o SonicBlast Moledo é um festival DIY e vamos crescendo devagarinho, conforme podemos.

 
Porquê juntar o surf e o skate a estes estilos de música?

Para nós, esta união é natural. Vivemos na praia, ouvimos esta música, gostamos de skate.

 
Foi muito difícil arranjar apoios? Tanto das autoridades como outros patrocínios…

Sim. Continua a ser muito difícil arranjar apoios. Contamos com a ajuda da Junta de Freguesia de Moledo, da Câmara Municipal de Caminha, de uma empresa local e da boa vontade de muita gente.

 
Têm apoio de outras entidades/promotoras ou são só mesmo vocês os dois?

Não somos só nós os dois, somos uma equipa de pessoal de Moledo. Criamos uma empresa, a Garboyl Lives, que é a responsável pela organização do festival. Trabalhamos com vários agentes, entre os quais a Lovers & Lollypops, que tem uma presença habitual no festival. Gostamos muito das bandas que representam, como Black Bombaim, Killimanjaro ou Mr. Miyagi, só para citar alguns. A Lovers é uma lufada de ar fresco na música em Portugal!

 
O facto de estarem próximos de Paredes de Coura e dos festivais estarem separados por apenas alguns dias, leva ainda mais gente a Moledo, que queira aproveitar o pack dos dois?

Talvez, o ano passado sentimos que sim, algumas pessoas aproveitaram e foram aos dois… Para quem pode, é uma semana muito bem passada. Adoramos o Paredes de Coura, é um festival com muita história. Ainda nos lembramos de lá ir, na praia do Taboão, quando era parecido com o SonicBlast Moledo e dormir no Multibanco, talvez há vinte anos.

 
Como veem este aparecimento de novos festivais deste estilo? No ano passado o Reverence, com muito sucesso, este ano já apareceram novos como Sound Bay e o Lisbon Psych. Há espaço para todos ou já começa a ser demasiada concorrência?

É um movimento que está a crescer. Cada dia há mais bandas destes gêneros, há mais fãs e é normal que surjam mais festivais. É bom, nós também gostamos de ter onde ir, sem precisar de sair do país. No ano passado, passamos dois dias espetaculares em Valada e esperamos poder ir ao Sound Bay e ao Lisbon Psych Fest.

 
Como é que os habitantes de Moledo reagiram à primeira edição e como tem evoluído isso ao longo dos anos?

Sempre tivemos boa recetividade por parte dos habitantes de Moledo. Embora, nas primeiras edições, houvesse um pouco de receio por se tratar de um festival com um estilo de música ao qual não estavam habituados. Com o crescimento do festival, temos notado que os Moledenses estão mais entusiasmados e envolvidos. Passear por Moledo durante o ano e ver miúdos com tshirts de Kadavar ou Blues Pills é qualquer coisa que não se via antes do festival. É altamente.

 
O facto de os concertos acabarem relativamente cedo, para o habitual de um festival destes, tem a ver com restrições por causa dos moradores?

Não há restrições por parte dos moradores, mas tentamos respeitar. Gostamos da localização do festival. É central e com fácil acesso a tudo que Moledo pode oferecer, desde restauração, proximidade da praia, do pinhal, etc. Moledo é um paraíso e queremos que vocês aproveitem tudo. O ano passado tivemos um after na montanha. É longe e vamos fazer alterações. Temos ouvido o feedback das pessoas e sabemos que temos de melhorar este ponto. Temos de aumentar o horário do festival e trazer o after para perto do recinto. É um objectivo para este ano.

 
No ano passado mudaram o lugar do recinto e do campismo. O que podemos esperar este ano no melhoramento desses locais?

Vamos tentar melhorar todos os aspetos logísticos e técnicos. Queremos que seja uma boa experiência para todos: público, artistas, staff…

 
No ano passado decidiram aumentar de um dia para dois dias. Porque sentiram essa necessidade?

Sempre quisemos ter, pelo menos, dois dias. Para um festival sem patrocinadores, o que parece simples é, na verdade, muito difícil! No ano passado conseguimos reunir as condições necessárias e lançamo-nos sem pensar muito. A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia foram essenciais nesta mudança, sem o seu apoio logístico não o poderíamos ter feito. Este ano repetimos, pois a recetividade dos festivaleiros foi muito positiva!

 
Que balanço fazem da última edição? Vendo que a aposta em dois dias é para continuar este ano podemos ver que correu dentro das expectativas.

Correu muito bem! Tem sido uma experiência espetacular! A recetividade é enorme. Vendemos bilhetes para toda a península Ibérica, França, Alemanha, Áustria, Itália… Nunca pensamos que o festival fosse crescer desta forma. Tentamos sempre melhorar. Às vezes corre bem, outras nem tanto. A mudança para os dois dias foi bem aceite, desde o início. Enquanto assim for, é para continuar.

 
O que nos podem revelar já acerca da próxima edição? O que podemos esperar?

Vai acontecer nos dias 14 e 15 de Agosto e vai ser a melhor edição de sempre do SonicBlast Moledo. Podem esperar por aquilo que sempre caracterizou o SonicBlast: praia, piscina, surf, skate e um cartaz recheado de stoner, doom, psych, com artistas nacionais e estrangeiros, com carreiras longas e curtas e algumas estreias por terras lusas.

 
Podem-nos contar qual é a banda que sempre quiseram ter no festival e nunca conseguiram e a que, em condições ideais, gostavam de ver em Moledo?

Esta pergunta merece sonhar um bocado… Black Sabbath! A formação original dos Kyuss! Quem nos dera! Mas há tantas… Sleep… tudo sonhos!

 
E aquele que foi mais difícil de trazer?

Sungrazer e Samsara Blues Experiment. Porque foram as primeiras bandas de fora da península Ibérica e porque não tínhamos experiência nenhuma. Quando lhes falamos do festival, só tínhamos umas fotos de dez tipos a fazer mosh na piscina. Mas correu tudo bem!

 
Nomes para este ano? Anunciaram agora Pentagram, podemos esperar mais novidades para breve?

Vamos continuar a revelar nomes em breve. Ainda não podemos adiantar nada, mas mantenham-se atentos à página oficial e do Facebook.

 
Última mensagem para quem estiver a ler...

Apareçam! Metam-se à estrada, que vão ser dois dias de rock a sério, praia e piscina, num entorno paradisíaco!

 
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em Entrevistas


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