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Checkpoint 001

01 de Fevereiro, 2022 ListasWav

O Checkpoint é um apanhado não-periódico dos últimos lançamentos que têm acompanhado a redação.

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Checkpoint 002

Os 15 melhores álbuns nacionais de 2021

astronoid-album-coverBoris - (Sacred Bones)


Já há imenso tempo que estes três japoneses não nos deixam de surpreender com a sua virtuosidade em plena apresentação de conceitos musicais verdadeiramente singulares, a solo ou não. O último tema de NO, “Interlude”, revela-se como a ponte perfeita para chegar ao NOW, e prepara-nos para tudo o que W nos reserva. Art pop, shoegaze e slowcore são os elementos que se desfiam e se desestruturam para abraçar o sludge e mostrar-nos o limiar das possibilidades ao explorar paisagens de sonho sem comprometer nenhum do seu mau feitio ou melancolia, como tão bem se pode notar – sobretudo para fãs de longa data – em “The Fallen” ou “Beyond Good and Evil”. Neste novo trabalho, há que destacar a prestação nas texturas delicadas da percussão e dos sintetizadores, que se entrelaçam com a voz sussurrada de Wata num autêntico ambiente etéreo e apaziguador. Podia tentar enumerar quantas passagens nos levam instantaneamente a pensar em nomes como Mono, Kikagaku Moyo ou Jambinai, mas esqueçam lá isso. Boris é Boris. - AT



 

 

Beirut-GallipoliBoy Harsher - The Runner (Nude Club)


Intrigante e misterioso, o novo álbum de Boy Harsher, The Runner, serve como banda sonora de um filme de terror realizado pela dupla de synth eletrónico de Jae Matthews and Augustus Muller. O álbum anterior do duo electropop norte-americano, Careful, já continha aspetos sonoros semelhantes a uma produção cinematográfica de horror, tornando expectável que o próximo trabalho viesse acompanhado por uma componente visual que fizesse jus às suas influências dignas de John Carpenter. Funcionando como um álbum conceptual, The Runner é um pop mergulhado em darkwave e tristeza, dando palco principal para os teclados synth que conferem um eterno sentimento de perseguição. Encurralando os ouvintes em baladas reminiscentes dos anos 80, este é um álbum para os nostálgicos e fãs ferrenhos da banda, mas também para quem gosta de bater o pé numa onda regada a post-punk, industrial e eletrónica. Para quem procura absorver esta experiência tanto com a sua parte visual como sonora, encontrará Kris Esfandiari (King Woman) como protagonista desta espécie de curta-metragem. Além da cantora, marcam presença no filme Cooper B. Handy aka Lucy, que participa na faixa “Autonomy”, e Mariana Saldaña, que entrega a sua voz a “Machina”. - CN



 

 

Boy-Harsher-CarefulEarl Sweatshirt - Sick! (Tan Cressida)


Prodigioso liricista americano, Earl Sweatshirt aka Thebe Kgositsile está de volta com o seu primeiro álbum de originais desde o muito aclamado Some Rap Songs de 2018. Tendo entretanto lançado o breve EP Feet of Clay com uma pujante exploração de sons e texturas, e denotando um claro crescimento na discografia de Thebe, a expectativa perante a chegada de Sick! recai um pouco na imprevisibilidade. Verdade é que tanto nas estruturas abstratas e livres de fronteiras, como em escritas mais incisivas e diretas, Earl está mais do que calejado na mudança de “climas” e produções. Com este novo álbum, Thebe convida uma miríade de produtores, desde The Alchemist, Black Noi$e, Navy Blue (Ancestors), Rob Chambers e muito mais, e de forma espantosa cria uma linha de diálogo que disfarça, e bem, um projeto que facilmente passaria por uma mixtape. As batidas, os samples e as combinações de métrica parecem acertar todas na mouche, umas mais que outras, mas o trabalho de moldura conforma-se como toda uma substância homogénea. Quanto às pinturas de Earl, não há grandes novidades. Este sente-se cada vez mais confortável a amalgamar versos e palavreados com uma frieza que respira de forma arbitrária e fugaz. Há que sublinhar a contribuição da dupla de Armand Hammer (billy woods & ELUCID) em “Tabula Rasa”, que transpira de início ao fim um domínio total do léxico cognitivo. - JMA



 

 

Candlemass-The-Door-To-DoomFKA Twigs - Caprisongs


Logo nos primeiros segundos de Caprisongs ouvimos o clique de uma cassete áudio, quase como as primeiras imagens que preenchem o ecrã no início de um filme, e tudo faz sentido: afinal, estamos perante uma mixtape – que, na verdade, funciona como um disco “normal” de dezassete originais –, e se há algo que uma mixtape tradicionalmente proporciona, é uma viagem de diferentes sons e sensações. O resultado final segue exatamente essa linha, servindo-se de uma deslumbrante coleção de canções pop sofisticadas mas “desconstruídas” que conseguem permanecer acessíveis. Há convidados, desde El Guincho no papel de produtor executivo com Twigs (e em colaboração com outras figuras de respeito como Arca, Cirkut ou Mike Dean) a nomes como The Weeknd, Jorja Smith ou Shygirl, mas nunca deixamos de sentir que estamos no universo bem próprio da artista britânica, ainda que num formato talvez mais “polido” do que antes. As canções, ainda assim, são magnificamente envolventes, dotadas de uma emoção contagiante e habilmente decoradas com samples de diálogos que imediatamente ganham forma na tela da nossa mente. Profundamente visual, a balançar sensibilidade pop com ambientes avant-garde ou eletrónica mirabolante, assume-se belo e desafiante… Não o queremos de outro modo. - JA




 

 

Dream-Theater-Distance-Over-TimeLos Days - West Winds (Too Good)


Tão intrigante quanto a sonoridade distante, deserta e até faroestiana de West Winds, serão, com toda a certeza, as incomuns particularidades em que o próprio se ergueu. Tommy Guerrero, que se dá igualmente bem com os pés assentes numa tábua de skate como com as mãos sobre uma guitarra ou baixo, une-se uma vez mais ao multi-instrumentalista Josh Lippi para que, em Wonder Valley, na Califórnia, numa ermal casa (ou devemos antes dizer quarto), essa mesmo que figura na capa do álbum, dependente por inteiro da energia solar que alimenta a magra da instrumentação, se faça soar simples música e nada mais. Preparação também não a houve, por entre toda esta aridez o duo limitou-se a trazer nas malas, para além dos utensílios musicais estritamente necessários, a vontade para conceber o que ambos melhor descrevem como uma banda sonora “off the grid”. West Winds atinge-nos que nem uma brisa estival, algures entre a tepidez leviana de uma primavera ou uma aragem revitalizante de outono. O domínio pertence ao das guitarras clássicas serenas, às quais de encontro vão as vassouras que se esbatem de leve na pele da tarola, ou então os bombos uníssonos e esparsos que marcam compassos aqui e acolá. Foi assim que, em cinco dias, sem tirar nem pôr, veio à luz do dia um trabalho verdadeiramente natural e singelo, livre das constrições e interpelações de todo o ruído que inescapavelmente se faz presente no quotidiano da civilização moderna. - JG



 

 

Fange-PunirLust$ickPuppy - AS HARD AS YOU CAN


Que se afastem agora as personalidades mais frágeis e delicadas antes que tarde seja, porque quem se decidir aventurar pelas ruas disformes, violentas e de curvas acuminadas de AS HARD AS YOU CAN, bem precisará de uns bons momentos para digerir o conteúdo efémero mas esmagadoramente vertiginoso da artista nova-iorquina. Na sua exuberância que copula eletrónica experimental grotesca, salpicos de punk do mais rude e distorcido que há, e claro, uma base bem assente num industrial noise capaz de implodir os mais saudáveis neurónios, arranja-se ainda lugar na bancada para uma autêntica vergastada de palavreados do calibre mais explícito e sugestivo, pois papas na línguas não as tem decerto Lust$ickPuppy. É que em 2020, aquando do lançamento do seu primeiro EP Cosmic Brownie, já nos tinha deixado aviso às atrocidades perversas e contagiantes que conseguia erguer, mas o mais recente punhado de faixas que aqui nos chegam não só suplanta quaisquer expetativas, como fazem questão de demonstrar uma obsessão superlativamente compulsiva pelo bizarro e pelo obsceno. Há uma influência clara de nomes como Backxwash ou Machine Girl – mais precisamente na união que, hipoteticamente, se faria ressoar a partir dos mesmos – e até mesmo das secções mais eletrónicas de Death Grips, não sendo um acaso que o próprio Andy Morin, já com créditos de produção em algumas faixas da artista figurante, volta agora a inscrever o seu nome nesta nova coletânea. São apenas doze minutos que a compõem, mas verdade seja dita, Lust$ickPuppy não se dá de caras com maratonas. Antes prefere um bom sprint, que desgaste todo o amontoado de energia e fúria que se dispõe em consistência ao longo deste circo carnal. - JG



Artigo escrito por: Andreia Teixeira (AT), Catarina Nascimento (CN), João “Mislow” Almeida (JMA), Jorge Alves (JA) e José Garcia (JG).
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