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Os 15 melhores álbuns nacionais de 2020

17 de Janeiro, 2021 ListasWav

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Overall Dezembro 2020 | Janeiro 2021

Os 25 melhores álbuns internacionais de 2020
Sem qualquer ordem, a não ser alfabética, apresentamos os 15 discos nacionais que mais marcaram a nossa redação em 2020.

 

Bardino - Centelha




Verdadeiramente inspirador o álbum de estreia dos Bardino, lançado pela Saliva Diva que muito boa música portuguesa promoveu ao longo de 2020. Ouvir Centelha é mergulhar no universo de uma banda revigorada (atualmente num formato trio) a estudar as possibilidades do seu som e a adorar cada segundo desse processo de autodescoberta. A energia que daqui brota só pode ser descrita como assustadoramente contagiante, e o nível de criatividade que estes rapazes reúnem é sem dúvida louvável, sobretudo quando se torna claro que ultrapassa facilmente o de muitas outras bandas estrangeiras. A sonoridade caminha pelos terrenos férteis da jazz fusion - o que inevitavelmente os coloca também no universo do prog - mas não é de exibicionismo técnico que os Bardino vivem, preferindo antes a exploração de ambientes, texturas e melodias - no fundo, a celebração do ritmo e até do groove pujante e dançável, em certas músicas. Centelha funciona assim como uma jam session ensaiada mas orgânica, que flui naturalmente como um rio de forma pacífica. Descontraído mas aventureiro, urbano mas também bucólico, merece ser escutado com amor.




 

Bas Rotten - Surge




De Lisboa e com todo o ódio do mundo, Surge dos Bas Rotten, é o álbum que precisamos mas não o álbum que merecemos. Esta ode ao nojo e à raiva, 21 minutos vertiginosos de blackened crust e grind e thrash e death e tudo o que se quer, é o primeiro trabalho de Bas Rotten a ser lançado e que deixa as bocas a salivar pela abertura dos nossos botecos do costume para podermos ir lavrar com os cornos. E que feliz ao se saber que os punks da nova geração podem crescer a ouvir estes gajos. Será justo dizer que Bas Rotten é o que os betos do rock chamam de "super-grupo", com gente já bem versada em todos os géneros e subgéneros e subsubgéneros de punk, e o Surge que nos trouxeram em Novembro foi a escardoça que precisávamos para olharmos 2021 com a raiva que vamos precisar.




 

Benjamim - Vias de Extinção




Benjamin joga em Portugal no seu próprio campeonato. Aqueles que se aproximam a ele, são o resultado da sua produção. Vias de Extinção é mais uma das suas viagens sonoras onde experimenta sem medo e tenta reformular e desconstruir as fórmulas da canção. A faixa título é um excelente exemplo de que não é necessário seguir o estabelecido para criar uma obra-prima.




 

Gaerea - Limbo




Inquestionavelmente o nome português que fez mais furor no estrangeiro, mesmo passando por um lançamento em plena pandemia, foram os portuenses Gaerea. O quinteto, recentemente assinado pela colossa Season Of Mist, trouxeram-nos em 2020 o sucessor do amplamente adorado Unsettling Whispers, e o resultado foi arrebatador. Além de solidificar um declarado e bem saliente progresso na mesa de produção, também o demonstra na escrita. De uma forma expansiva, catártica e fluente na sua linguagem e entrega, Limbo transcende como uma experiência. Não só como um mero álbum com um conjunto de músicas - mas sim um real sonho lascivo e visceral que abraça as mais profundas imagens de terror. Uma paragem essencial neste nosso panorama nacional de 2020.




 

Gator, The Alligator - Mythical Super Bubble




Mythical Super Bubble foi o alento que precisávamos ao sair da quarentena. Os barcelenses Gator, the Alligator estão em clara trajectória de crescimento, e este seu segundo álbum é prova incontestável disso mesmo. Depois do seu Life is Boring, de 2018, lançam nova produção full-length, em que exploram novas estéticas e temáticas, mantendo-se profundamente verdadeiros à identidade de Gator. Da escola de Ty Segall e King Gizzard, podemos querer enquadrar este novo trabalho no rótulo de rock psicadélico, o que não deixa de ser verdade, mas o amadurecimento da sonoridade de Gator não permite que nos limitemos a isso. De umas Portas da Percepção vistas pelo fundo de um copo de White Russian, embarcamos nessa viagem mística que Gator propõe.




 

João Vairinhos - Vénia




Imortalizado como um nome que já acompanhou dois baluartes da música portuguesa desde o início do milénio, sublinham-se urgentemente os nomes de Day Of The Dead e Löbo, João Vairinhos continua o seu percurso musical por tantas outras vertentes, que nem assim fazem jus à expansão do seu gosto musical. A sua estreia em nome próprio empurra para a luz do dia um projeto que há muito que tem trabalhado para fazer acontecer. Vénia, um EP que se faz sentir como um álbum, promulga a sua apreciação pelo sci-fi e distópico, com uma paisagem sonora industrial, brutalista e maquinal. Ainda a liderar a sua natureza rítmica, Vairinhos usa um senso de cadência e compasso, para montar um altar de tensão, tremor e náusea. Como poucos o conseguem fazer.




 

Krypto - Eye18




Um dos poucos concertos reportados que 2020 nos proporcionaram, foi o dos Krypto com a dupla de Petbrick, a antecipar o lançamento de Eye18 pela Lovers & Lollypops. Uma explosiva rendição entre o muito familiar vocalista de Zen e Plust Ultra com a dupla que compõe Greengo, Eye18 funde e molda uma miríade de elementos, influências, imagens e sensações, numa única e multifacetada onda de choque. Quer seja a promulgar as sub frequências do sludge com a groove assoladora do noise rock a la 90’s de Unsane e Helmet, Krypto ganha não só por intervenções supra memoráveis como por uma combinação de equações, fórmulas que regem não só pela sua agressão de entrega e volume, como pela própria funcionalidade. Sem dúvida um disco que teria sido bem mais abraçado em contexto de concerto, mas tendo em conta a situação em que vivemos, há que relembrar a não esquecê-lo de forma alguma.




 

Mögnö - Gaia




Mesmo havendo recentemente falado no ainda fresco disco de estreia deste quarteto do Montijo, não faltam motivos para revisitar Gaia as vezes que forem necessárias para saciar a fome por paisagens sonoras de uma enorme cadência, e grandes estrutura de composição que mais se assemelham a montanhas do que propriamente guitarras. A motivação por trás de Gaia navega por antros de uma multidimensionalidade extraordinária. Usando a natureza como epicentro para invocar a fragilidade da mente humana, bem como o próprio humano, são imensas as vezes ao longo desta hora e meia de atmosfera que nos encosta e submetem à sua própria grandiosidade.




 

Névoa - Towards Belief




Ambicioso, ambivalente, transposto e num estado constante de mutação, assim chega o muito aguardado projeto dos igualmente abraçados e louvados portuenses Névoa aos nossos ouvidos. Contando com uma fundamental mudança de direções - sem nunca denunciar por onde e com que novas influências - o ouvinte testemunha assim um diluente de uma composição verdadeiramente única. Jazz e avant-garde são apenas dois dos imensos carimbos que se destacam nesta nova moldura de Névoa, mas com o decorrer das faixas, das transições pulsantes e ressonâncias hidráulicas, não há espaço para nos distrairmos com coisas mínimas. O que mais importa aqui, é saber que a espera valeu tanto a pena por isto.




 

Paisiel - Unconscious Death Wishes




Paisiel é um anjo que está incumbido de reservar o sétimo portão celestial. Quase que um guardião para o outro lado. E é com este segundo disco que, tal como o nome da banda indica, os Paisiel nos recebem para uma jornada do subconsciente. O baterista português João Pais Filipe e o saxofonista alemão Julius Gabriel retornam a este projeto com o propósito de esculpir ainda mais o som experimental. Juntos, deixam-se imergir na exploração mais primitiva do jazz, krautrock e experimental, com uma única música de 39 minutos, o duo procura transcender os conceitos mais físicos e terrestres, só sobrando o limbo do sonho. O próprio início do disco se sente como um acordar que, progressivamente, nos desperta para um ambiente sombrio e fúnebre. É em Unconscious Death Wishes que somos, mais uma vez, convidados a ouvir uma gravação minimalista, com poucos arranjos, mas do mais cru que existe.




 

Pedro de Tróia - Depois Logo Se Vê




Depois de ter conduzido o foguetão dos Capitães da Areia para o Planeta Revivalismo, Pedro de Tróia lança-se a solo na descoberta das terras férteis desse mesmo astro. Depois Logo Se Vê é o aprimorar pop de uma fórmula que já nos havia dado a conhecer, que não surpreende mas delicia. De facto, não haverá ninguém em Portugal a fazer pop despido com esta qualidade melhor que Pedro de Tróia.




 

Pyre.sect - Manifestations




Diogo Santana, um nome certamente familiar na nossa pequena mas muito criativa cena local de Lisboa, tem sido conhecido por tantos outros projetos no metal extremo, mas chega este ano à conclusão de um processo que o tem acompanhado imenso nestes últimos anos. A realização de Pyre.sect, sob lançamento de estreia Manifestations. Um EP que muito criativamente e infecciosamente funde elementos do coldwave e post-punk, ao industrial barroco. O resultado final estranha mas depois entranha - e muito! Inquestionavelmente um nome a observar neste próximo 2021.




 

Rita Braga - Time Warp Blues




Foi já na reta final de 2020 que um dos mais fascinantes discos nacionais deste ano viu a luz do dia. A sua autora? Rita Braga, aqui a viajar pelo legado da música e da cultura pop para encontrar nessa coleção de referências, nesse mergulho numa fantasia mais doce do que a realidade, a base da sua expressão artística. Há alusões à história da new wave, ao universo do vaudeville e até mesmo ao cinema de Billy Wilder, mas tudo é processado para originar uma receita cuidadosamente temperada com um humor irresistível e uma atmosfera surrealista, como se fosse uma espécie de cabaret psicadélico. Entre composições inéditas e versões idiossincráticas de canções buscadas ao baú, desde Peter Ivers a Miharu Koshi, Time Warp Blues recorre a instrumentos como ukulele, órgão, caixas de ritmos, sintetizador ou violino para mostrar o quão fabulosa esta carismática artista,que é também atriz de si própria, consegue ser. Pegando nas palavras imortais de Gloria Swanson em Sunset Boulevard, no qual a capa se inspira, Rita está pronta para o seu close-up.




 

Scúru Fitchádu - Un Kuza Runhu




Caos urbano. Ritmos quentes. Ração de combate. Consciência social. Enumeram-se apenas alguns dos muitos elementos que nos podem introduzir à identidade deste projecto. Se com o primeiro álbum se quebraram os grilhões, com este trabalho fica a derradeira promessa de não deixar pedra sobre pedra. "Funáná má onda" continua a ser a melhor descrição de um conceito que faz das facas e concertina o par perfeito. As letras subversivas, em crioulo cabo-verdiano, apresentam a primeira linha de batalha, enquanto basslines vincadas, distorção, beats industriais, ferro e fogo resumem a afronta. Uma experiência que permite combinar o mais feroz dos moshpits com aquele passinho de dança descomprometido. Punk, funáná, hardcore, noise e electrónica unidos. "Os oprimidos tornam-se agressores". A luta continua.




 

Whosputo - Art Of Decay




Se um qualquer indesejado (mas apaixonado) embrião de uma one night stand amorosa entre Snarky Puppy e Jacob Collier existisse, a que soariam os seus primeiros choros e risos quando entrasse neste mundo? Felizmente, não é preciso supor. O puto existe mesmo. Vem em modo quarteto (às vezes mais), é de Lisboa, e, afinal, não se sabe bem de quem é a paternidade, e não se percebe quem é de quem. Com uma mescla de jazz, electrónica, rock e finesse, o grupo brinda a este 2020 caótico com Art of Decay, um trabalho incrivelmente audaz, fresco, mutante e apetitoso. Destaque para “Purple Vests”, tema de abertura do disco, uma montra de exposição riquíssima que deixa qualquer transeunte auditivo imediatamente agarrado e o força a entrar na grande aventura que é o álbum.



 

Artigo escrito por Andreia Teixeira, Catarina Nascimento, João "Mislow" Almeida, João Rocha, Jorge Alves, Pedro Sarmento e Zita Moura.
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