wav@wavmagazine.net | 2014 | PT
a
WAV

An evening with… Machine Head – Coliseu do Porto [7Fev2016]

1280x720

São já vinte e cinco anos de banda com oito discos de estúdio pelo meio. Dos bpms frenéticos do Thrash à febre do Nu-Metal e à consagração absoluta com The Blackening, os Machine Head foram mudando com o passar dos tempos perante uma plateia em proporcional crescimento. O prefixo para “An Evening With…”, tour que percorre agora meia Europa e que apanhamos no Coliseu do Porto no passado domingo, passa exatamente pela celebração de toda a carreira dos californianos ao longo de nada menos do que duas horas e meia de concerto só deles e sem banda de suporte.

Com espaço para estender o alinhamento por aquilo que são os seus êxitos maiores, sejam eles mais antigos ou recentes, foi exatamente para um interessante seguimento de “Imperium” e “Beautiful Mourning” que a trupe de Robb Flynn e companhia arrancou para o palco. Rapidamente se percebe que aqueles são exatamente os mesmos Machine Head que já por várias vezes vimos em Portugal, tanto em datas de abertura para uns Metallica como inclusivamente já em nome próprio naquela mesma sala anos antes. Os maneirismos não amadureceram e fica-nos a impressão de estarmos sempre a olhar para uma imitação de outra coisa ou banda qualquer. À vista, saltou ainda antes do início a quantidade de logos com as letras “M” e “H” que se amontoavam no palco; diz que o excentrismo fará sempre parte, questionamos só o bom gosto. Nota negativa ainda para a fraca definição e qualidade do som que o PA foi cuspindo ao longo de toda a noite.

Se o quarteto entrou efetivamente forte e de forma cativante, o concerto não tardou a entrar no seu pior e mais longo período. Não morremos de amores por Bloodstone & Diamonds e Unto The Locust, não custa a assumir, de todo, e se a receção da plateia a cada faixa continuou tão intensa quanto à primeira, não podemos esconder que só passada hora e tanto e ao anúncio trovejante de “Davidian” foi captada a nossa atenção novamente. O melhor de Machine Head está aí mesmo, está tanto nas harmonias e no equilíbrio de The Blackening como na intensidade de um The More Things Change… ou Burn My Eyes, em que são dispensados os “fists in the air” e os “headbang motherfuckers”, ou onde conseguimos pelo menos meter na beira do prato os automatismos repetidos à exaustão.

A fechar seguiram-se ainda e de forma obrigatória temas como “Now I Lay Thee Down”, “Aesthetics Of Hate”, “Old” e “Halo”, encerrando o ciclo ao nível ao qual arrancou. No entanto, a impressão e o travo que fica, é de que “An Evening With…” é de forma definitiva uma digressão só para fãs, como se exclusiva ou fechada a curiosos ou a quem perdeu o trajeto da banda a meio do percurso. O que recordamos da intensidade de uns Machine Head a tocar oito ou uma mão cheia de faixas, perde-se nas intenções de esticar a corda até tão longe, bem para lá do razoável e numa ambição ou teimosia desmedida. Percebemos as intenções e a provável satisfação de uma casa que se os recebeu bem composta; a verdade inegável é que pecaram por excesso, uns bons quarenta e cinco minutos dele.

Nota: A banda não permitiu qualquer captação de imagens.

Por Rui P. Andrade / 9 Fevereiro, 2016

1 comentário

  1. Luis Monte

    O artigo está escrito numa opiniao pessoal pelo gosto dos cds suponho…
    Para só ter acordado na Davidian.

    pq tirando aquele solo de guitarra q apenas mereceu aplausos para n parecer mal… n foi assim tao mau cm descrito.

    Estes concertos em nome proprio servem muitas das vezes para “promover” o ultimo album e quer queiramos, quer nao, ja passaram 20 anos.
    É o normal.
    E qnd o Rob perguntou quem é q estava a ver o 1ro concerto, muita gente se esticou.

    É um publico “novo” que apanhou apenas e só estes ultimos 2 albuns – Locust e Bloodstone.
    Vi mt gente q aparentava menos de 18… para n dizer menos.
    Ashes of Empires é de 2003 ou 2004 e o Blackening 2007 – tinha essa gente 6-10 anos.

    Embora haja curiosidade para ver o q está para tras, o “gosto” pelo antigo é sempre mais dificil qnd s apanha o comboio a meio.

    O exemplo está em Metallica q qnd actuou em PT nos Festivais, as setlist sao sempre desconsoladas dado o reportorio antigo e q é tocado aos “soluços”.

    MH – Estao mais maduros, o Rob está mais comunicativo e gosta de puxar pelo publico.
    Embora haja ali bandeiras a mais… mas isso é apenas um gosto.
    Ja o detalhe dos tapetes estava impecavel.

    O Rob É um optimo frontman. Gosta do faz e isso nem se discute.
    Tem merito no trabalho q tem feito, nos cds q tem lançado pois era uma banda em curva descendente… O supercharger é exemplo disso acho eu.

    Uma banda q sempre viveu na sombra de algumas bandas, tem dado optimos concertos em Portugal e tem renascido com estes cds.

    Merece um aplauso por passar pelo Porto e nao obrigar a ir a Lx.

    Texto escrito à pressa cm s pode ver, mas atento as vossas futuras publicaçoes.

    Cps,

Deixar um comentário

About the author /


~