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Ana Cláudia @ Casa Independente - Lisboa [16Jan2015]

18 de Janeiro, 2015 ReportagensDiogo Alexandre

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Casa Independente

Vitamin X + Challenge + Aim @Sabotage Club - Lisboa [18Jan2015] Texto+Fotos

Los Nastys + Los Saguaros @Sabotage Club - Lisboa [15Jan2015] Texto+Fotos
Ana Cláudia

Numa Casa Independente composta como nunca antes vimos, Ana Cláudia subiu ao palco por volta das 23h10 acompanhada pelos seus companheiros: Margarida Campelo (nos teclados), António Quintino (no contrabaixo) e David Pires (na bateria). Logo de início se percebeu que este concerto já estava ganho antes de começar. Não só pela quantidade de público presente (garantimos que nunca vimos este espaço tão cheio), mas também pelos “apupos” que a artista recebeu ao entrar em palco.

Apercebemo-nos então que a sua sonoridade mudou bastante desde a última vez que a tínhamos visto ao vivo. A cantora abandonou a sua vertente mais jazz, aquela que a apresentou ao mundo, para incorporar, agora, uma onda mais eletrónica, a roçar o post-dubstep, que tão em vogue ficou no início desta década. Género encabeçado por James Blake e, numa vertente mais Pop (mainstream), por Lorde. As influências são notórias, tanto nos loops vocais como nos drum beats típicos do género. No entanto, esta mudança em nada alterou a força das suas músicas.

Com a fase de ambientação já ultrapassada, “Riso”, toca-nos de uma maneira tão agridoce como a própria letra indica: “se voltares, vou chorar sorrindo”. Esta antítese define muito bem a música de Ana Cláudia. Um tipo de música que nos mete no meio de um tornado de emoções onde encontramos paz, apesar de todo o reboliço à nossa volta.

Seguem-se “Outro Caminho” numa ambientalidade perfeita e aquele momento que é descrito como a surpresa da noite: um dueto com Sara (uma amiga sua, pelo que percebemos) cheio de loops vocais. As duas, sozinhas em palco, cantaram e encantaram proporcionando um dos momentos da noite. A música saiu como que um misto de jazz, chill out e flamenco.

Entretanto, entramos na fase brasileira do concerto com a interpretação de temas como “João e o Pé De Feijão”, de Cícero, e de “Ciranda da Bailarina”, tema de Chico Buarque, muito aplaudido pelo público. “Bailarina” ficou reservada para o final da atuação. É impossível ouvir esta música e não nos lembrarmos dos Sigur Rós, aqueles teclados iniciais transpiram “Hoppipolla” por todos os poros.

Num encore não premeditado, Ana Cláudia subiu sozinha ao palco para efetuar os agradecimentos da praxe e lançar-se a um cover de Bjork: “All Is Full Of Love”. Uma música bem interpretada que fez jus à música original. “Riso”, tocada pela segunda vez, encerrou definitivamente a noite que nos aqueceu o coração nesta cerca de uma hora de atuação.

O público saiu quente De Outono para as ruas frias de Inverno do Intendente. E nós seguimos o nosso caminho, ainda com o esbelto tilintar dos xilofones na nossa cabeça. Ana Cláudia é música ''romântica'' sem ser lamechas.

 

Ana Cláudia
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em Reportagens


Ana Cláudia @ Casa Independente - Lisboa [16Jan2015]
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