4
SEX
5
SAB
B Fachada
6
DOM
Vëlla + Downfall Of Mankind
7
SEG
8
TER
9
QUA
10
QUI
11
SEX
12
SAB
13
DOM
14
SEG
15
TER
16
QUA
17
QUI
18
SEX
19
SAB
20
DOM
21
SEG
22
TER
23
QUA
24
QUI
25
SEX
26
SAB
27
DOM
28
SEG
29
TER
30
QUA
31
QUI
1
QUA
2
QUI
3
SEX
4
SAB

Equaleft - Hard Club, Porto [1Fev2019] Texto + Fotos

12 de Fevereiro, 2019 ReportagensJorge Alves

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr
Hard Club

Yo La Tengo - Hard Club, Porto [7Fev2019] Texto + Fotos

Slabdragger - Woodstock 69, Porto [18Jan2019] Foto-reportagem
Muito se fala da importância em apoiar o underground nacional, assim como da frequente ausência desse ato, mas por vezes ainda temos o prazer de assistir a felizes cenários como aquele que presenciamos nesta fria noite de fevereiro, onde a Sala 2 do Hard Club encheu para a apresentação de We Defy, regresso às lides discográficas por parte dos Equaleft.

Donos de uma sólida carreira recheada de pequenas mas inesquecíveis honras – foram banda de abertura, no Porto, para gigantes do metal como Sepultura ou Gojira - afirmam-se hoje como uma das poucas propostas de metal nacionais (não contando com nomes consagrados como os Moonspell) capazes de esgotar uma sala como a do Hard Club (a mais pequena, mas tal conquista não deixa de ser notável).

É certo que a ocasião especial pode ter ajudado, mas sentimos, contudo, que a mera presença dos Equaleft, com ou sem material novo, é mais do que suficiente para uma noite memorável, não fosse cada atuação do grupo nortenho uma pujante dose de adrenalina. Goste-se ou não da fórmula praticada pelo quinteto – um metal intenso, técnico e moderno, com momentos de groove poderosíssimos e claras influências de bandas como os Meshuggah e os supracitados Gojira (assim como de, sobretudo no novo disco, estruturas metalcore) – a verdade é que observar a impressionante e contagiante garra que o coletivo exibe cada vez que sobe a um palco, revela-se uma experiência inspiradora e enriquecedora. Uma entrega inquestionavelmente apaixonada que também se alimenta da receção calorosa do público que a testemunha; no fundo, a audiência desempenha um papel ativo e crucial na instalação dessa atmosfera mágica e sem a qual um concerto nunca se transformaria num verdadeiro espectáculo. Foi precisamente essa explosão emotiva de energia desenfreada que se verificou mal os acordes de “Before Sunrise”, que também abre o mais recente disco, ecoaram pelas negras paredes da sala, seguindo-se “Once Upon A Failure”, possivelmente uma das maiores pérolas de We Defy e, arriscamos dizer, de todo o percurso criativo dos Equaleft.

Como seria de esperar, o alinhamento viveu de uma constante viagem temporal, dividindo-se entre novidades e recordações de um passado não muito distante, pois aqui festejava-se não só o atual período áureo da banda, como também o trajeto artístico percorrido pela mesma até chegar a este ponto. Assim sendo, temas como “We Defy”, “Fragments” ou “Strive” misturaram-se com outros mais antigos como “Maniac” ou “ Invigorate”, sendo que graças à coesão que caracteriza a obra do grupo, nenhum soou deslocado, pois cada malha constitui uma peça do puzzle que os Equaleft constroem com cada álbum que lançam. Nem mesmo a breve participação de um saxofonista (Gonçalinho) diminuiu a intensidade desta selvagem prestação – curiosamente, só contribuiu para que esta se tornasse mais dinâmica e imprevisível, revestindo-se assim de um empolgante experimentalismo dissonante que complementou muitíssimo bem a brutalidade sonora.

Equaleft


Houve ainda mais convidados, como Dan Vesca dos Sotz ou Fernando Martins dos Web, amigos e colegas estimados da banda que também atuaram com os seus respetivos grupos na primeira parte - os Sotz destilando uma potente e competente dose de death metal, os veteranos Web mantendo bem acesa a chama do seu thrash metal de influências mais tradicionais - e cuja presença só enfatizou o ambiente de união que se vivia dentro do Hard Club. Nesta noite, os Equaleft mostraram estar em grande forma e prontos para proporcionar muitos mais assaltos aos nossos tímpanos - e ainda bem. Resta-nos dar os parabéns a um dos grupos mais consistentes e determinados do metal nacional.

Mesmo antes da chegada dos Equaleft, os lisboetas Analepsy, já depois de os Sotz e os Web terem aquecido a plateia, brindaram o muito público presente com uma belíssima e sofisticada sessão de slamming brutal death metal. Adjetivos talvez estranhos para qualificar algo tão musicalmente devastador, mas essa violência sonora é apresentada de forma tão deliciosamente cruel quanto cuidadosamente elaborada. Mesmo vivendo de uma inegável repetição – não há momentos de pausa nesta contínua sessão de tortura, autêntica banda sonora de um sangrento slasher - a elevada qualidade das composições faz com que escutá-las nunca, mas mesmo nunca, se torne cansativo.  Não foram os cabeças de cartaz, mas podiam ter sido, pois deram um concerto digno desse estatuto… simplesmente magníficos.

Analepsy, Web e Sotz
por
em Reportagens
fotografia Bruno Pereira
Bandas Analepsy , Equaleft , Sotz’ , Web

Equaleft - Hard Club, Porto [1Fev2019] Texto + Fotos
Queres receber novidades?
Comentários
Contactos
WAV | 2020
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
SSL
Wildcard SSL Certificates
Queres receber novidades?