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Ghost @ Hard Club - Porto [27Nov2015] Texto + Fotos

30 de Novembro, 2015 ReportagensJoão Pedreda

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Old Jerusalem @ O Meu Mercedes Bar - Porto [27Nov2015] Foto-reportagem

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O Hard Club recebeu a Igreja Emérita materializada sob a forma do novíssimo Papa Emeritus III e dos seus demónios sem nome, ainda com a ajuda dos Dead Soul e a sua mistela musical, talvez com qualidade, mas indubitavelmente despropositada.

A escolha dos Dead Soul para banda de abertura é no mínimo estranha. Há duas possibilidades coerentes quando se procura uma banda de abertura: proximidade em relação ao “cabeça de cartaz” ou um valor acrescentado baseado no nome. Os Dead Soul não gozam de qualquer uma destas. Isto não dizendo que a culpa é deles, ou que não poderiam ser um concerto interessante, simplesmente que, neste caso não o foi. Ficam alguns traços interessantes e a coragem de misturar eletrónica com blues como pontos positivos num concerto marcado pela expectativa pela banda que todos queriam ver e ouvir.

Até que então chega a altura: o vermelho prenuncia o rito com “Masked Ball” – de Jocelyn Pook e celebrizado no filme Eyes Wide Shut – como pano de fundo. Os ecrãs dos telemóveis criam uma aura que rodeia o público, aura toda essa vermelha também. Sente-se a antecipação a crescer na sala. E de repente a luz verde, como de costume, manda avançar. Ouvem-se sinos e sons que parecem vindos diretamente do X-Files, a introdução do primeiro tema do mais recente álbum, “Meliora”: “Spirit”. A luz banha Papa Emeritus III, confiante na personagem como se não a fosse, mantendo-a a todo custo, confiança que apenas foi fortalecida com o facto de o público já cantar o refrão de uma música do novo álbum. No solo, já ninguém se lembrava que era a primeira música: o calor, a energia e a entrega não o fariam adivinhar. Aqueles corpos estavam já há muito tempo em comunhão. A parte final de “Spirit”, um pouco mais progressiva que o normal na banda sueca, contrasta com o baixo que dá o mote a “From the Pinacle to the Pit”, um baixo que evoca mais hardcore – que não se ouvirá mais no concerto – do que o metal antigo (?) que os Ghost nos trazem. Grande parte do interesse pode ser resumido na dificuldade em definir o estilo “base” dos Ghost. Tanto têm partes que evocam thrash metal, como doom, como rock progressivo, como quase qualquer género da área que rodeie o metal ou o rock.

Depois de dois temas do novo álbum, os Ghost voltaram 5 anos atrás para apresentar “Ritual”, do seu primeiro álbum, ainda hoje uma das suas músicas mais populares. A seguir, e porque uma missa não o é sem cânticos em latim, trouxeram-nos “Con Clavi Con Dio” e “Per Aspera ad Inferi”, que o público português cantou como se não se tratasse de uma língua morta. Como resposta, Papa Emeritus III agradeceu com um português perfeito, mostrando ser o poliglota que qualquer Papa deve ser. E se se pode definir as influências dos Ghost como circunscritas ao mundo do que é “pesado”, por outro lado também se tem de admitir que a viralidade das suas músicas tem muito de pop. Ah, e tudo isto com uma pitada (para ser simpático e porque se for mais do que isso a TVI é capaz de fazer uma reportagem certamente muito informada sobre eles) de adoração ao diabo. Sendo que em nenhuma outra música isto é mais evidente que em “Year Zero” com o público do Hard Club a cantar os nomes dos seis Reis do Inferno.

Seguiu-se um pequeno encadeamento de três músicas do novo álbum (“He Is”, “Absolution” e “Mummy Dust”) antes de “Ghuleh/Zombie Queen” que caiu quase como uma balada para acalmar os ânimos, antes da cover de “If You Have Ghosts” de Roky Erickson. Para o encore, ficou reservada “Monstrance Clock”. Sendo ainda curioso o facto de na tour “Black to the Future” os Ghost terem constantemente fugido a “Elizabeth” e “Secular Haze” que foram duas das músicas que mais impulsionaram o seu crescimento.

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