1
TER
2
QUA
3
QUI
4
SEX
5
SAB
B Fachada
6
DOM
Vëlla + Downfall Of Mankind
7
SEG
8
TER
9
QUA
10
QUI
11
SEX
12
SAB
13
DOM
14
SEG
15
TER
16
QUA
17
QUI
18
SEX
19
SAB
20
DOM
21
SEG
22
TER
23
QUA
24
QUI
25
SEX
26
SAB
27
DOM
28
SEG
29
TER
30
QUA
31
QUI
1
QUA

Kikagaku Moyo - Galeria Zé dos Bois, Lisboa [4Dez2018]

13 de Dezembro, 2018 ReportagensJoão "Mislow" Almeida

Kayoko Fukui: Important things are difficult to say. Heiichirô Fukui: Whereas meaningless things are easy to say. - Good Morning by Yasujirô Ozu

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr
Galeria Zé dos Bois

Linda Martini - Maus Hábitos, Porto [11Dez2018] Texto + Fotos

Helloween - Sala Tejo, Lisboa [6Dez2018] Foto-reportagem
No último mês do ano, vivem-se noites numa Lisboa invadida por famílias, grandes grupos de amigos e muita confusão nos centros comerciais. Não bastando as iluminações natalícias a encadear o seu velho consumismo às massas, o frio não desacelera de forma alguma. Quem procura um local mais resguardado de todo o caos e com boas soundtracks, convívio e alguma arte a ser apreciada, encontra na Galeria Zé dos Bois tudo isso, e mais alguma coisa. Felizmente para os ouvintes de psych rock, a ZdB brindou o bairro alto com duas datas (mais um concerto secreto) dos japoneses Kikagaku Moyo. A primeira data esgotou a uma velocidade estonteante, mas havendo ainda algum desespero e muita procura para uma eventual segunda noite, surpreendentemente, não demorou muito tempo até esta esgotar também. Já se torna difícil agradar a toda a gente, mas quem diria?

Afinal de contas, o último disco do quinteto foi produzido por um português em Lisboa, mais concretamente por Bruno Pernadas no lendário Valentim de Carvalho. Coube a Tiago de Sousa fazer a mixagem e masterização, e o resultado final é algo de transcendental e bonito. Dito isto, não admira ver uma receção aos japoneses tão calorosa como esta. Na verdade, com esta sala a ser preenchida com toda a facilidade (duas vezes), está na altura de mobilizar o grupo para salas maiores. Fica a dica para a ZdB. Quanto à banda, esta teve direito a uma sala cheia a aplaudir o seu som em êxtase absoluto. Essa é uma palavra que surge frequentemente quando Kikagaku Moyo toca ao vivo. A energia deste grupo transcende qualquer senso de banalidade. Aspetos como o espetáculo, o exibicionismo e a atitude de superstars recaem como brutalmente secundários. Para eles, isso significa zero. A banda encontra o seu cerne e perfeita harmonia através da melodia, do ritmo, da expansão e de uma mútua procura entre músico e público, ao clímax total.

A primeira parte do concerto foi totalmente composta por registros do House In The Tall Grass, onde a sala se viu totalmente entregue ao groove floral do Japão. A presença mágica da sitar de Ryu banha o público com um espectro sónico refrescante e transportador. Tanto a “Green Sugar”, “Kogarashi” ou até em formato de rendição acústica na “Cardigan Song”, não há um instante que esta banda não consiga elevar cada um dos ouvintes presentes. O passo da dança foi progressivamente surgindo à superfície, com um estado de presença despido do conceito de passado e presente, onde o momento atual está em foco e desfoco sonante para com este ritual. A “Entrance” ditou a muito aguardada apresentação do Masana Temples. Toda a dinâmica, textura e vivacidade da melodia encarnou de forma tão justa e surpreendente com o desenvolvimento da “Gatherings” e “Nazo Nazo”, mas foi na “Dripping Sun”, uma das faixas mais bem conseguidas do último álbum, que a noite se pintou com o inigualável charme deste grupo. Momento da noite, sem tirar nem pôr.

A vibe nostálgica dos 70’s, mais o compasso algo acelerado cobram a tela com uma combinação de movimentos equilibrada mas apaixonantemente excêntrica. A tonalidade geral da sonoridade lembra uma miríade de cenários de filmes, tão coloridos pela candura humana, que quase despe qualquer ouvinte por consequência direta. Ninguém quer descartar o momento e o maior receio recai no término de tudo isto. Com alguma esperança, ainda cá voltam, para mais uma vez, fazerem tudo isto parecer um sonho. É como se fosse.

ありがとう
Obrigado

 



Fotografia da autoria de Vera Marmelo, gentilmente cedida pela própria e pela Galeria Zé dos Bois.
por
em Reportagens
Bandas Kikagaku Moyo

Kikagaku Moyo - Galeria Zé dos Bois, Lisboa [4Dez2018]
Queres receber novidades?
Comentários
Contactos
WAV | 2020
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
SSL
Wildcard SSL Certificates
Queres receber novidades?