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Reportagem Black Bombaim @ ZdB 10/05/2014

19 de Maio, 2014 ReportagensDiogo Alexandre

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Galeria Zé dos Bois

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Black Bombaim é uma droga alternativa!


 

Passado cerca de uma semana, o feedback deixado após este concerto ainda ecôa nos nossos ouvidos... A1, A2, venham por itenerários principais, secundários ou até mesmo por caminhos de cabras, os Black Bombaim partem tudo, arrisco mesmo a dizer que é por culpa deles que existem tantos buracos nas estradas portuguesas, mas já lá vamos.


22h45 começa então The Astroboy (projecto de Luís Fernandes – mais conhecido por integrar a banda peixe:avião), que nos mostra músicas do seu projecto de electrónica experimental com influências drone, deixando uma espécie de ''smog'' psicadélico pairado no ar e pondo em transe quase todos os que se encontravam no ''Aquário''. Um concerto marcado por uma forte componente visual que combinava em tudo com o que de sonoro se passava à sua volta, uma agradável surpresa que deixou a maioria do público de ouvido e coração aberto para o que se seguiria. Muitas viagens fizemos nós ao som de The Astroboy nos cerca de 50 minutos que tocou.


Entram em palco os Black Bombaim, trio d'ataque constituído por Ricardo Miranda (guitarra), Tojo Rodrigues (baixo) e Paulo Senra (bateria), desta vez, também acompanhados por Rodrigo Amado (saxofone). Tinham passado 6 meses desde a primeira e última vez que os tinha visto em nome próprio... experiência, essa, que julgava ser irrepetível... não poderia estar mais enganado.


''Olá a todos, nós somos os Da Weasel'', foram as primeiras palavras que lançaram ao público, atacando logo de seguida com Arabia e Africa II (lado B e lado A do novo longa-duração Far Out, respectivamente). Ao final da primeira meia-hora de concerto já todos tinham sido transportados para um universo paralelo, um universo onde reinava o Psicadelismo e o Doom... acompanhado pelos tons dissonantes do saxofone, mas que só assim faria sentido (um pouco ao estilo de John Zorn), cada acorde chegava às zonas mais profundas do nosso coração, e libertava as zonas mais presas do nosso cérebro, proporcianando-nos autênticos momentos de prazer fazendo-nos crer que a felicidade pura é plenamente alcançável e que um dia a Paz mundial será possível...


O êxtase continua com C, até o concerto findar com Africa... uma jarda com mais de 20 minutos acompanhada por um saxofone esquizofrénico que nos deixa num estado crítico de alucinação... por momentos pensei que toda a humanidade tinha desaparecido e que a Arca de Noé não tinha saído de Terra.


Alucinação terminada, constatamos que toda a sala está ao rubro a chamar pelos artistas e por um possível encore... e é o que acontece. ''Esta é a nossa última música, é só mais meia-hora'', foram estas as palavras proferidas por Ricardo Miranda antes de se iniciar A, primeira faixa do aclamado Titans. O concerto acaba e, ao nosso lado, ouvimos um rapaz dizer exaustivamente para os amigos ''QUE ESTOIRO! QUE ESTOIRO!'', e é caso para dizer isso mesmo: QUE ESTOIRO, BLACK BOMBAIM! QUE ESTOIRO!
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Bandas Black Bombaim

Reportagem Black Bombaim @ ZdB 10/05/2014
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