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Reportagem Capitão Fausto + The Zanibar Aliens [Estudantino Café, Viseu]

13 de Maio, 2014 ReportagensLuís Sobrado

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Estudantino Café

Reportagem Black Bombaim @ ZdB 10/05/2014

Crocodiles + Be Forest + Spy On Mars [Hard Club, Porto]

Mais de uma dezena de concertos depois, chegava ao fim a digressão dos Capitão Fausto. A WAV esteve no Estudantino Café em Viseu para acompanhar a última actuação ao vivo de apresentação do bem recebido Pesar O Sol, disco lançado este ano pelos lisboetas e cujos refrões de malhas como "Maneiras Más" e "Nunca Faço Nem Metade" já foram certamente trauteados por qualquer ouvinte minimamente atento ao panorama musical nacional.


Já não faltava muito para a meia-noite quando o rock começou na pequena e acolhedora cave/sala de espectáculos viseense: entravam em palco uns surpreendentemente jovens mas competentes Zanibar Aliens, banda também ela da capital e que tem feito as primeiras partes dos Capitão Fausto nesta sua digressão pré-festivais (estarão já no próximo dia 31 de Maio no Rock In Rio). Riffs encorpados, canções com princípio, meio e fim e refrões orelhudos é o que se pede a qualquer banda que tenha o Rock & Roll puro e duro como força motriz e a verdade é que esta banda aparentemente inexperiente mas inegavelmente competente, não só ao nível das composições como mesmo no que à atitude em palco diz respeito, passou com distinção o desafio.


Apesar de haver pontos de contacto, seria bem diferente o que se passaria a seguir. Mais dreamy, mais cerebrais, mais arejados, mais banda: assim são os Capitão Fausto, que, ao fim de dois discos lançados, têm já no reportório argumentos suficientes para justificar a sala cheia. Já passava da meia-noite e meia quando subiram ao palco os cinco músicos e nos convidaram ao daydreaming com "Prefiro Que Não Concordem", início mais psicadélico que abria a porta a "Verdade": o baixo à Paul McCartney de Domingos Coimbra marcava o primeiro momento mais cantável da noite e uma incursão pelas músicas de Gazela, de 2011.


Depois de "Litoral" e "Supernova", seguia-se "Zécid", faixa de homenagem um tanto ou quanto inusitada ao autor de um dos álbuns que levou a que o som dos Capitão Fausto seja o que é hoje: 10 000 Anos Depois Entre Vénus E Marte foi um marco na música portuguesa e é uma influência assumida no som da banda, quer nas teclas eximiamente percorridas de alto a baixo com glissandos de Francisco Ferreira ou nas guitarras atmosféricas de Tomás Wallenstein e Manuel Palha.


Versões alongadas de "Flores Do Mal" e "Célebre Batalha De Formariz", dois dos pontos altos do disco lançado em Março último, deixaram em êxtase um público sempre bem desperto e com vontade de viajar com a companhia dos embaixadores portugueses do melhor rock psicadélico. É impossível não reparar na influência dos australianos Tame Impala, particularmente nos ritmos e nas guitarras. Todavia, não só de instrumentais se faz a música dos Capitão Fausto: aquilo que os destaca está na simbiose que estes conseguem ter com os refrões.


Depois de "Deixem os outros falar // Só me dão ideias para cantar" ser cantada vezes sem conta, subiu-nos a "Febre" com uma intro em jam que serviu de prova do virtuosismo dos músicos lisboetas. Logo de seguida, dois dos grandes momentos da noite: "Ideias" e "Nunca Faço Nem Metade", faixa de abertura de Pesar O Sol, tiveram o condão de levantar a plateia com guitarras e órgãos trippy, espaciais e atmosféricos. "Santa Ana" deixava a adivinhar o fim do concerto, com um malhão a que se seguiu a saída de palco dos membros da banda.


Essa saída tocou a todos menos a Salvador Seabra. Qual herói, começou mais um momento de improvisação que dava início ao encore, sozinho em palco e de baquetas em punho, num solo extenuante que durou vários minutos, até à chegada de Domingos ao seu baixo, também ele centro das atenções durante alguns momentos. Francisco chegava às teclas e com dois órgãos ia dando início a mais um momento de demonstração de talento individual, até chegarem, por fim, Manuel Palha e Tomás Wallenstein (de bandeja com cervejas e shots nas mãos) e se atingir o clímax sonoro da noite.


Já bem perto do fim, "Maneiras Más" e "Sobremesa" fecharam em interacção constante com o público, e por entre pedidos de "Teresa" e de um detestável Asti Gancia servido em copos de plástico aos mais rápidos a se chegarem à frente em virtude do aniversário de Manuel Palha, um concerto que teve ainda direito a uma apresentação personalizada de Tomás Wallenstein dos seus amigos e colegas de banda, qual trovador de cerveja em punho. Com um concerto bem mais do que competente e, a espaços, arrebatador, os Capitão Fausto vieram confirmar ao vivo, em fim de digressão, que são dos maiores valores da música moderna portuguesa.


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Texto de Luís Sobrado & Fotografias de Miguel Neto

por
em Reportagens
Bandas Capitão Fausto , The Zanibar Aliens

Reportagem Capitão Fausto + The Zanibar Aliens [Estudantino Café, Viseu]
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