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[Reportagem] Fusing Culture Experience 2014

28 de Agosto, 2014 ReportagensDiogo Alexandre

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14 de Agosto (Dia 1)




fusing 2014

São 11 da manhã e chegamos às imediações do recinto. Cheira a Agosto, sabe a Agosto, será que também vamos ouvir Agosto?

Aparentemente tudo parece bom, menos o acesso ao parque de campismo, 30 minutos a subir com 20kg às costas e com o sol na testa não é para meninos e os festivaleiros sentiram músculos novos aí pelo corpo fora... Mas vamos lá para a música!

É dia 14 e a abrir o festival estava em palco o Quarteto Mário Santos, infelizmente estavam a tocar sozinhos, ao que parecia as portas ainda estavam por abrir. O Sr. Vento também veio ao festival e ainda provocou alguns estragos, desde chapéus de sol partidos, soundchecks manhosos e ainda insufláveis a voar, felizmente ainda não havia ninguém na zona de aterragem deste escorrega insuflável que um dia quis e conseguiu voar. Duas horas depois as portas abrem, o vento abrandou mas não muito, lá fora havia queixas de logística bilheteira, só havia um guichet para troca de pulseiras, um para convites e um para compra de bilhetes, a somar a isto, todas jogavam independentes e aquele alicate engraçado que fecha as pulseiras era único e omnipresente, servindo para todas as janelas. Isto não ajudou à fluidez de compra e troca o que fez com que mesmo com as portas abertas, o festival ainda estivesse fechado ao público.

O primeiro dia também não tinha grande mar de gente, reinavam pulseiras pretas e verdes com peixinhos, primeira paragem – Cooking Lounge Pingo Doce. Entretanto há a notícia de que o Pleno Lounge na praia estava cancelado por causa do vento, por isso ambiente com os pés de molho só ao som dos outros palcos. Sobe ao palco Cooking Lounge o Quarteto Mário Santos, Jazz na praia parece bem, e sabe bem, com uma Guitarra, um saxofone, uma bateria e um contra-baixo a envolver-nos numa densidade musical para além daquilo a que estamos habituados a assistir num festival desta dimensão. Apresentaram assim o álbum Nuvem, num concerto curto, mas bem agradável.

Pouco depois, o palco Experience começa a bombar ritmos quentes e com cheirinho a dança na areia, demovendo assim alguns traseiros sentados no Cooking Lounge para o palco mais ao lado. Guetthoven começa assim a aquecer (mais) o pessoal, oferecendo-nos um concerto enérgico, fazendo mexer as cabeças do público que estava presente, fazendo-se acompanhar por duas bailarinas que faziam de tudo por transmitir energia ao público. As músicas mais aplaudidas foram, obviamente, os singles do seu (ainda não editado) álbum (ou E.P.), “By My Side” e “Last Dance”.

E sem sair da areia começa Noiserv, sempre sozinho mas bem acompanhado, entrou à rebelde em palco e chocou de frente com a ventania. Começa com “Mr. Carrousel”, vagueou entre álbuns e estava a deixar feliz muita gente e ele próprio também parecia feliz. A atuação coincidiu com o pôr-do-sol e a beleza do momento era clara na expressão de David Santos, não tirava os olhos ora do horizonte, ora da carrada de instrumentos que toca. Cá em baixo era mágico como sempre mas lá em cima devia estar a ser bem melhor, pela expressão não sei quem gostou mais do que aconteceu, se o público por estar perante este grande artista ou se o artista por estar perante o grande atlântico e o céu laranja e amarelo. Foi um concerto com emoção, o público ainda pediu mais músicas mas o vento não ia deixar que estas saíssem como deve ser, mas não foi menos bom por isso. “This is the place where the trains are going to sleep at night”, “The sad story of a little town”, “I was trying to sleep when everyone wake up” e tantas outras, encheram-nos os ouvidos de Noiserv, que é sempre bom, é sempre Noiserv, e nós gostamos disso.

Rumando agora pela primeira vez ao palco Fusing, os já conhecidos aos nossos ouvidos, For Pete Sake, entram em palco, cabelos ao alto e molas nos pés que vem festa. Os For Pete Sake surpreenderam pela positiva, animando o público com a sua energia e boa-disposição, demonstrando que não estão ali apenas pelo anúncio da EDP. Arriscamos a dizer que ao longo dos três dias foram a banda de abertura com mais público e com um público mais dedicado (foram a única a fazer encore). Destaque para energia da vocalista que saltava em tudo o que era acorde, transmitindo assim uma grande quantidade de energia ao público. Ainda houve tempo para algumas brincadeiras, do chão ao céu, foi assim que os For Pete Sake se sentiram no Fusing, e foi merecido.

A coincidir com For Pete Sake está First Breath After Coma no palco Experience. Vindos de Leiria para chamar outros públicos, Post-Rock à beira da praia com o céu estrelado e com umas 150 pessoas a assistir de pé, começaram o concerto de forma sombria mas a desabrochar em algo lindo. Visualmente, a luz ajudava a ir ter com aquele sentimento que queremos sentir neste género musical, queremos leveza e sentir que podemos sentir o que quisermos, e foi assim que voamos todos um pouco, infelizmente sempre que as músicas acabavam ouvíamos os cânticos lá do fundo do palco Fusing. Já lá para o fim fazem uma delícia de um cover de M83,“Wait”, e a magia ficou a pairar ali na praia. Fomo-nos perdendo na banda, no breu do horizonte atlântico, fomos voando. O concerto podia ter durado horas que acho que poucos se iam chatear.

Voltando ao palco Fusing, entra Capicua em cena, apresentando o seu mais recente LP, Sereia Louca. Um concerto que contou com algumas surpresas no seu alinhamento tais como a interpretação de “Judas & Dalilas”, “Tabu” (com o refrão de “Lingerie” incorporado) (retirados do seu primeiro álbum e do Martataca mixtape, respetivamente). Capicua mostrou o porquê de já ser considerada por muitos uma das principais figuras do hip-hop nacional, fazendo levantar as mãos de quase todos os que se encontravam em frente ao palco Fusing. O concerto acabou com “Pedras Da Calçada”, muita crítica social e mensagem política. Esperemos que o público do Fusing tenha retido algo dali porque ''se não fosse o caramelo, que seria do leite-creme?''

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O palco Experience continua com a sua onda mais sonhadora e pensativa e voltamos lá para assistir aos sempre bons concertos de Sensible Soccers. Sobem ao palco por volta das 23h00 e sob um céu estrelado começam o seu embalo musical. Instantaneamente os corpos movem-se em ondas verticais e as cabeças apelam ao ritmo do baixo. O solo era de areia fina e o ar de sons quentes e envolventes. Os Sensible Soccers vieram das margens de Idanha-a-nova para as margens do Atlântico e o espírito leve veio com eles. Todos sabem mover-se ao som destes quatro moços que se juntaram em Coimbra e que andam por aí a encher atmosferas com ritmos africanos, sonhadores, mágicos e encantadores. É claro o ambiente que por ali andava, todos estavam a sonhar, felizes, e ninguém queria que este momento acabasse.

O palco Fusing continua a sua marcha, agora com os You Can't Win, Charlie Brown, que após atuarem em alguns dos mais importantes festivais do país, se deslocaram ao Fusing para dar um dos grandes concertos do festival. Onde quer que atuem ganham sempre. Uma hora intensa para um público que soube apreciar o espetáculo, apesar de ser notório o aparente desconhecimento de grande parte do alinhamento, por parte do público, no entanto, não foi isso que impediu os You Can't Win, Charlie Brown de proporcionarem um concerto às antigas. Passando por todas as fases da banda e terminando, como já era de esperar, com um cover de “Heroin”, dos Velvet Underground, que tal como a banda, onde quer que seja tocada, esta música sai sempre bem. Uma simbiose perfeita num festival que se mostrou respeitador e atento ao que se passava defronte dos seus olhos.

Com um atraso significativo, o palco Experience recebe o Norte Americano Slow Magic e a magia continua neste palco à beira da praia. Para um público que na sua maioria não conhecia este artista, o espetáculo bateu as ideias de todos os presentes, vestido com trapilho e uma “caixa de chocapic” tribal às cores, munido de 2 timbalões e apetrechos eletrónicos, esta zebra-lemur psicadélica manda todos saltarem sem proferir uma única palavra. Corações e corpos ao ar, vem aí bate pé constante e a felicidade não acaba. Entre “dreampopes” e percussões valentes, a energia aumenta até que nos parece que o querem mandar embora (os moços lá de trás) e também parece que o artista se despede de nós mas não, a festa continua, ele salta com um timbalão para o meio do público e foi em êxtase que acabou este fantástico concerto que surpreendeu toda a gente e que rapidamente ganhou um lugar nos prováveis melhores concertos do Fusing este ano.

Os Primitive Reason já andavam lá pelo palco Fusing a espalhar o seu ska com rock à mistura. Houve mosh, houve nostalgia e muita festa, neste ''regresso'' dos Primitive Reason aos grandes palcos. A banda com mais de 20 anos animou os presentes, que apesar de serem poucos fizeram de tudo para não passarem despercebidos. Um alinhamento conciso que passou por todas as fases da banda, desde os anos 90 ao seu último álbum. Como seria de esperar, foram as músicas mais antigas que suscitaram uma maior interação do público com a banda, abrindo mosh pits, enquanto quase todos os membros da banda se divertiam ao interpretar as suas músicas. As músicas mais celebradas foram “Seven Fingered Friend” e “Object”, que assim encerraram o encore e o concerto. Esperemos vê-los mais frequentemente em palcos nacionais.

Com pouco tempo de intervalo, os White Haus seguem no palco Fusing, um concerto que pareceu ser encenado um pouco à pressão e entre o EP e o álbum, João Vieira foi conquistando algum público. Começou com “Money” e sacou algumas vozes com o single “How I Feel”, acabou com “Far From Everything” para um público que apesar de ir crescendo, era algo tímido, talvez pelo desconhecimento ou pelo frio. Foi um concerto curto, pareceu incompleto mas não foi menos bom por isso, ainda o vamos ver por ai este verão, veremos como se comportam estes públicos tímidos.

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Texto por Diogo Oliveira e Joana Brites
Fotografia por João Ferreira e Diogo Ferreira






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[Reportagem] Fusing Culture Experience 2014
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