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Sonic Blast 2022 [10-13Ago] Texto + Foto-galerias

10 de Outubro, 2022 ReportagensJoão "Mislow" Almeida

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Dia 10 e as saudades a matarem


Quer pelos momentos difíceis, pelos concertos memoráveis ou pelo convívio que em mais lado nenhum se pode encontrar, há que prestar uma digna homenagem a estes dez anos de SonicBlast e à sua história de música no seu estado mais puro, no nosso querido panorama nacional. Esta década de momentos que transcendem o mundo palpável das pulseiras, dos palcos, dos recintos, culminou no triunfal segundo fim-de-semana do nosso querido mês de agosto. Ultrapassando adversidades, desde a saída da sua terra natal mais os inúmeros adiamentos de uma pandemia que não queria deixar a música falar mais alto, a celebração tomou por fim lugar e em estreia à beira da Praia da Duna dos Caldeirões. Dados os primeiros soslaios ao novo epicentro do festival, é impossível ignorar o crescimento a que este tem sido sujeito nestes últimos anos - mas neste ainda mais. E não é pelos dois palcos nem pelo tamanho do recinto, mas sim pelo público em si - que já tanto é composto por nativos como por vizinhos espanhóis, tanto por europeus como por americanos, tanto por malta que não perde uma única edição desde a primeira como por estreantes, e tanto pelos mais jovens como pelos mais velhos. Em evidência imediata estarão os cartazes de luxo destas últimas edições em Moledo, mas também os próprios idiomas do público - que já não é exclusivamente ibérico - ouvindo-se alemão, francês, inglês, italiano. Não há fronteiras que separem, nem barreiras linguísticas que exilem esta paixão generalizada.

O dia 0 serviu não só para receber a avalanche de campistas de todo o continente, como para a região de Âncora abrir os braços à sua nova família. Família essa que, enquanto não for bem-vinda num determinado local, haverá sempre outro incondicionalmente disposto a recebê-la. Tanto pelo comércio, como pelos acessos, à paisagem e às próprias pessoas da região, Âncora foi sem dúvida nenhuma uma mais valia para o SonicBlast, e vice-versa. O arranque do dia 0 tão rápido apareceu como desapareceu. Breves mas doces, os primeiros acordes do dia foram dados pelos locais Puto, cuja energia já não é novidade e mesmo assim continua a manter-se sem paralelos, seguidos de uma salva de palmas ensurdecedora aos neerlandeses Temple Fang, que deram aos presentes mais que motivos suficientes para solicitar um retorno a terras lusas, e de preferência o quanto antes! Os já familiares e familiarmente caóticos Toxic Shock da Bélgica, como de esperado e com um assalto de crossover e punk, meteram tudo e todos num estado despejado de caos e anarquia. Haverá melhor forma que esta para começar o festival?

 

Dia 0 - Temple Fang, El Perro e Toxic Shock


 

Dia 11 e os blues da tempestade.


Com grande parte do público já instalado nas redondezas do campismo e da região, terra batida não faltou ao público para sentir os primeiros raios solares a banhar a chegada dos portugueses Pledge no palco 3 e Madmess no palco 2. Ainda morno, ainda tenro, foi só depois da chegada dos blues glaciares dos noruegueses The Devil and The Almighty Blues que se começou a ver mais público a conformar à realidade de que finalmente estávamos todos ali e naquele momento. Os outros compatriotas que seguiram quase de imediato, que caminham também pelas cadências da ternura, os Slomosa abraçaram um público claramente expectante de testemunhar o peso emotivo da banda. Com refrões muitas vezes cantados para e com o mar de gente à sua mercê, os ingredientes para um concerto verdadeiramente memorável estavam todos reunidos e em bom som. A intensidade dispersou um pouco depois do assalto mecânico dos King Buffalo que apesar de bem conseguido e perfeitamente executado, sentiu-se um pouco descontextualizado da crueza e desenvoltura do resto do cartaz. A dita ferocidade só voltaria a re-acordar, e com força redobrada, com o supergrupo Stöner a pisar o palco principal. Com um plantel de bradar aos céus, notam-se de imediato as imponentes figuras de Brant Björk (ex-Kyuss, ex-Fu Manchu) e Nick Oliveri (Mondo Generator,ex-Kyuss) fazendo-se acompanhar por uma instrumentação que não poupou no peso e na densidade. Verdadeiramente imponentes e amplos, estiveram mais do que a altura do assalto de distorção no palco principal.

 

Madmess, The Devil and the Almighty Blues, Slomosa


King Buffalo, Meatbodies, W.I.T.C.H.


 

Ouvem-se fan-favorites umas atrás de outras, quase escolhidas a dedo, e com direito a uma comunhão de momentos entre público e banda a elevaram de tal forma o momento, que quase nem se deu pela barreira física a separar um do outro. Se houvesse como escolher uma banda, com a sua respetiva energia, para cunhar o espírito do festival, a escolha certa só podia ser esta. Com um rumo para o resto da noite seguramente poderoso, a sequência das restantes horas do dia foi crucial. A segunda performance dos belgas Toxic Shock – desta vez no palco 2 – não ficou nada atrás da noite anterior, mesmo que perdendo a dita intimidade e a compactação dos palcos pequenos, o público rendeu-se à chamada do thrash num frenesim de circle pits, mosh pits, crowd surf. Mesmo com os corpos já a dar o berro, contam-se cerca de 9 horas de música seguida, a horda não perdoou, o caos foi instaurado e os reis desta merda toda continuam a ser estes meninos. Em caso de dúvida, se alguma vez o terror do crossover vos bater à porta: “KNOCK KNOCK! WHO’S THERE? TOXIC SHOCK!!” Lindo!!

Para que conste, sem sombra de dúvidas e sem hesitações, os franceses SLIFT foram inquestionavelmente o concerto do dia. Ao proporcionarem uma disformidade de psychedelic rock expansivo, metálico e de uma hidráulica industrial pesada, o público não teve como, não soube resistir ao assalto sonoro acompanhado por uns visuais psicadélicos incríveis, proporcionados em direto por GUTH - membro integral da própria banda. O trio francês, mesmo não sendo o maior destaque do mundo no seu registo em estúdio, não falhou a conquistar os seus ouvintes em palco. Eis uma performance que atingiu uma hora de espetáculo, com um triunfal aproveitamento total das capacidades do palco principal. Nem os mais exaustos e desgastados quiseram sair antes do fim do concerto, e a este ponto, já começa a faltar muita energia para as últimas passadas do dia. A maioria do público dispersou-se por completo instantes a antecipar os portugueses Travo e Cobrafuma. Mesmo que bem recebidos por uma tenda mais do que bem composta, estes podiam ter tido uma enchente de gente à sua mercê, não tivessem sido negligenciados pelo único culpado à vista de todos: cansaço.

 

Nebula, Stöner


Slift, Toxic Shock


 

Dia 12 sob o feitiço dos bárbaros


O segundo dia do SonicBlast começou morno, morninho, com as primeiras bandas do dia, entre os quais os espanhóis Luna Vieja a recompor as primeiras ressacas à luz do sol. A conseguirem convencer os poucos mas bons presentes no ritual do transe de doom pagão, os provenientes de Málaga asseguraram certamente um mar de novos ouvintes cativados pela sua proposta. Os míticos neerlandeses The Machine seguiram pouco depois e captaram não só a atenção dos mais veteranos aficionados do psychedelic rock à antiga, como também as novas gerações de ouvintes presentes na mestria total do trio. Os riffs não quiseram cessar, e a chegada da dupla britânica de Green Lung - viu-se um grupo jovem e apaixonado a elevar com o maior dos carinhos o peso colosso das suas guitarras esmagadoras – e Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs - provenientes de Newcastle e já muito familiares ao território português, estes assumiram finalmente a sua estreia perante a família do SonicBlast e com uma recepção devidamente à altura. Com um palco principal a fazer toda a justiça à sua montanhosa projeção de doom, sludge e rock ‘n’ roll, puro e duro, não há como não beijar os pés descalços que pisaram o chão nesta hora sagrada de riffalhada à antiga.

 

Luna Vieja, The Machine, Green Lung


Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, El Perro


 

O resto da noite ficou a cargo de três colossos - um deles jovem nome de culto proveniente de Liverpool, os Conan, foram responsáveis pela maior batalha campal do Palco 2. A maquinar um autêntico paredão de som, que pecou pela excessiva ambição de elevar a distorção acima da clareza. Sem saber ao certo se alheio à banda ou não, o aspecto sonoro pecou pela falta de impacto. A hora do momento pareceu ser a ideal, mas talvez teria sido mais apropriado o poderio do Palco 1 para uma projeção desta dimensão. Os míticos californianos Witch foram os seguintes, outro nome de culto que certamente puxou os seus pesos pesados para gravitar grande parte da enchente que veio a preencher a parte noturna do dia. O grupo californiano viu-se perante uma multidão rendida ao stoner rock puro e duro, e com tudo reunido sentiu-se de facto um compromisso enorme por parte do público e da banda para uma comunhão sem igual. Quer pela performance globalmente imaculada, quer pela setlist recheada de fan favorites, a reação do público só poderia ser de êxtase.

Electric Wizard foi absurdo. Não só falando da música - diga-se que esse aspeto nem é colocado em questão, tendo até em conta que a expectativa foi justamente alcançada e superada pelo calor do momento - mas por motivos um bocado alheios a todos é crucial mencionar isto. Mesmo assinalando a melhor das intenções por parte do público, a enchente de gente que recheou o recinto à órbita dos míticos E.W. foi verdadeiramente desumana ao ultrapassar qualquer noção de segurança. Souberam-se de assédios e casos de desmaios - quer por falta de oxigénio ou por excesso de outros ares menos saudáveis - a culpa de tudo isto recai na obsessão de uma grande minoria de pessoas que fizeram toda a questão do mundo em criar espaço onde não havia espaço. Forçar passagens para a frente, ignorando o congestionamento de pessoas e dificultando medidas de segurança que não podem ser inferiorizadas. Como é possível, ainda assim, sentir-se uma enorme falta de oxigénio num concerto a céu aberto? Este hábito de merda que insiste em atirar fumo para a nuca alheia só veio a dificultar o que já estava a ser impossível de gerir.

É urgente apelar a todos que este tipo de postura é uma merda. Não conseguem estar nas grades do palco? Recuem uns metros para trás, não é o fim do mundo. Querem fumar seja o que for e curtir o concerto na vossa? Lancem a fumaça para cima e salvaguardem o ar para os outros. Uma coisa é certa, para os que foram posteriormente obrigados a recuar, quer por falta de ar ou espaço pessoal, é certo que para estes o concerto foi 100 vezes melhor. Com um plano visual a acompanhar a música com imagens de cinema, feitiços, orgias, hordas de motoqueiros e símbolos de invocação de belzebu, os ingredientes estiveram todos reunidos e com o tempero adequado. As frequências baixas e o volume geral não perdoaram a castigar o mar de gente que ali esteve presente para testemunhar um dos grandes concertos do festival. Com uma setlist certamente familiar para tantos que já viram a banda no passado, foi notório pela aura do momento que tantos os que os viam pela primeira como pela terceira ou quarta vez, o feitiço aterrou em Âncora e todos afundaram nas marés do doom!

 

Conan, Witch


Electric Wizard, Kaleidobolt


 

Dia 13, do oásis do deserto ao tasco deslavado


O terceiro e último dia do festival transportou o seu público por uma miríade de texturas e mundos que só no SonicBlast se podem encontrar. Mesmo para um arranque hesitante e custoso por parte do público, com as multidões a pecar pela demorada receção dos lusos The Black Wizards no Palco Principal 1 – inquestionavelmente uma das maiores exportações portuguesa na estratosfera do stoner - , ainda assim a banda não poupou energia nem vontade para dar e apresentar aquilo que melhor sabe fazer. Aproximadamente 45 minutos de uma setlist rica em malhas que não deixaram parte alguma do público indiferente ao poderio do conjunto. Forte nas cordas, na presença, na voz, na expressão em palco, é notório que num futuro próximo estar-lhes-á encarregada uma slot mais do que apropriada às horas noturnas, e com um público merecido. Depois de alguns avanços e recuos, o lugar dos cancelados Mythic Sunship ficou para os californianos Deathchant, que já haviam previamente tocado no dia 0, assomando desta vez por palco bem maior mas com uma reação igualmente enfática a responder ao poderio dos riffs épicos e de heavy metal puro e duro. Intocáveis na entrega - a sério, que músicos incríveis - e com uma resposta dignamente rendida por parte do já bem composto público, a banda assinalou a sua segunda conquista no festival.

Agora com o recinto mais composto, o ambiente facilmente chega agora ao seu ponto rebuçado, seguindo uma sequência de concertos inesquecíveis, desde as espanholas Bala a pulverizar o Palco 2 com a sua energia crua, a mostrar que há uma fraternidade de rock’n’roll a transcender barreiras linguísticas, até aos oriundos de Níger, viajantes do oeste africano e filhos do Tuareg rock, Mdou Moctar! Para quem não esteve presente no ritual de dança em pleno sol das 18 da tarde, será difícil descrever o pico de dopamina a que o público foi sujeito durante estes 40/50 minutos. Se não foram as guitarradas transpiradas do dedilhado folclórico, se não foi a alma despejada em catarse rítmica por parte do baterista, e se não foi o suor de uma tarde entregue à música, de certeza que foi o ambiente incansável em que não se viu uma única alma indiferente a esta energia. Sem uma única língua predominante, o público cantarolou, mesmo a pedido do próprio Mdou, a melodia do refrão da “Afrique Victime”. Esta comunhão, ingénua, pura e sorridente na sua intenção de quebrar as barreiras linguísticas, provou mais uma vez que nada, nem ninguém prevaelcerá sobre esta nossa línguagem - a da música. Para que não haja dúvidas, sem sombra de dúvidas um dos momentos mais marcantes do festival.

 

The Black Wizards, Deathchant, Psychlona


Mdou Moctar, Bala


 

Depois de uma breve escapada de rock’n’roll aos blues de túnica e turbante, o recinto retorna ao espírito de intensidade abrasadora com os The Atomic Bitchwax, e pouco tempo depois, brinda-se outro momento memorável deste edição, com os míticos e vivas lendas Pentagram. Liderados pelo one and only Bobby Liebling, precisamente ao pôr-do-sol de Âncora, estes emolduraram um concerto seguro e competente, mas pouco mais que isso. Conquistaram-se os die-hards e convenceram-me ouvintes novos num abraço de riffs e cadência de doom. Com o ambiente do recinto a chegar ao seu pico caloroso, tanto o regresso dos gregos 1000mods como o muito aguardado retorno dos alemães My Sleeping Karma conquistaram corações apaixonados e almas tombantes neste meio em que a música é a forma absoluta de comunicação. Aproveitar agora para dar o carinho, abraçar o amigo, beijar a parceira e/ou parceiro, porque daqui para a frente, até ao luar da meia noite há que libertar tudo.

 

Pentagram, The Atomic Bitchwax


My Sleeping Karma, 1000mods


 

Orange Goblin, retornam ao festival com uma das maiores celebrações do espírito rock’n’roll britânico, diploma carimbado pela escolinha de Lemmy Kilmister dos Motörhead, e se há momento para suar, atirar os punhos ao ar e simplesmente testemunhar o caos num estado puro de mitigação, aqui estará a soundtrack perfeita para o fim do mundo. Para quem infelizmente decidiu partir mais cedo, ou esquecer estes senhores, fiquem descansados. É melhor acreditar que não foi assim tão bom quanto isso. Fica assegurado, no entanto, que quem esteve presente, de corpo e alma e em uníssono grito de guerra com a pujança dos próprios O.G., estes poderão vir a ter uma opinião mesmo muito diferente. Por falar no fim do mundo, no degredo da nojeira, o acumular da merda toda a bater finalmente na ventoinha, o asco da amêndoa amarga, do whiskey barato e o cuspo de tabaco expirado ressoou enfim como um enorme escarro no Palco 2. Esse mesmo som pegado e intragável, assinala a chegada dos filhos de North Carolina: WEEEDEATER. A exigir que todo o público fosse parar não se sabe bem onde, acompanhados de bebida barata e de uma distorção suja, um término memorável mas exaustivo. Com o vento do luar a resfriar os escaldões do dia, a recompensa foi enorme. Depois do motim cósmico dos Orange Goblin a revirar o público do avesso, foi esta a proverbial morte do artista. Um antro de caos e aversão, e uma justíssima despedida à altura daquilo que até aqui se viveu.

 

Orange Goblin, Weedeater


 

 

Dia 14 e um até já

 

Está encerrada a décima edição do SonicBlast. Uma edição que se assumiu com compromisso para com o seu próprio crescimento. O primeiro ano fora da sua terra mãe, na Praia da Duna dos Caldeirões, foi um sagrado capítulo novo. Encontrando-se mesmo no berço da Vila Praia de Âncora, este é um sítio que oferece não um pouco de tudo, mas tudo e mais alguma coisa. Paisagem, praia, comércio. Mesmo para quem seja um apaixonado pelo local anterior, não há como teimar os factos, a capacidade e a boa vontade de um Município em receber um evento desta dimensão. Quer para os comerciantes, para a restauração local, quer para os campistas ou os viajantes e as próprias bandas, esta foi sem dúvida nenhuma a escolha certa para todos os envolvidos. Quanto ao layout do próprio recinto, notam-se dores de crescimento em pequenas coisas que podem fazer a maior das diferenças na vivência do festival. Desde a grande falta de sombra, à necessidade de mais locais para o público se sentar, ao constrangimento visual das árvores mesmo à frente do palco principal, ao acesso dos fotógrafos que restringiu o público e vice-versa.

A junção dos palcos foi uma espada de duas pontas. Enquanto por um lado facilitou e muito a vida às equipas de luz e som que possibilitaram um andamento de música fluido, por outro cingiu a experiência do festival a um só local, que rapidamente estagna a multidão - para não falar nos soundchecks de um palco a cruzarem com a banda a tocar no outro. Como o Palco 3 serviu mais de sombra recorrente do que propriamente de concertos, sugere-se uma opção intermédia entre o terceiro e o segundo, e fixá-lo numa outra ponta do recinto. A oferta de comida no recinto esteve maioritariamente impecável, tremendo apenas nas grandes filas para as poucas opções de comida vegana, e a higienização dos sanitários não teve capacidade a altura para o caudal de gente presente. Já num espaço bem maior e com disponibilidade aos sanitários do balneário do estádio mais próximo, a experiência de campismo assinalou uma grande melhoria em relação às edições anteriores, apesar de ainda manifestar alguns problemas logísticos que devem ser ouvidos e dialogados com os respetivos campistas.

Termina-se mais um capítulo para sublinhar que o SonicBlast chegou a um patamar de reconhecimento internacional. A isto não se deve só pelos cartazes de luxo nem pela paisagem bonita do nosso belo Alto Minho. Mas sim por tudo, num só sítio, numa só altura do ano. As pessoas, a atmosfera, a aura regional, a pintura sonora e a moldura humana. As dores de crescimento têm de ser sentidas e serão sempre sinal de que se caminha na direção certa. O dia de amanhã poderá sempre ser melhor, mas caberá a todos fazer por isso. Por agora resta aguentar as saudades até aos dias 9, 10, 11 e 12 de agosto de 2023. Até lá Âncora.

 
por
em Reportagens


Sonic Blast 2022 [10-13Ago] Texto + Foto-galerias
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