28
QUA
29
QUI
30
SEX
31
SAB
1
DOM
2
SEG
3
TER
4
QUA
5
QUI
6
SEX
7
SAB
8
DOM
9
SEG
10
TER
11
QUA
12
QUI
13
SEX
14
SAB
15
DOM
16
SEG
17
TER
18
QUA
19
QUI
20
SEX
21
SAB
22
DOM
23
SEG
24
TER
25
QUA
26
QUI
27
SEX
28
SAB

All We Are - All We Are

All We Are - All We Are - 2015
Review
All We Are All We Are | 2015
João Rocha 25 de Fevereiro, 2015
Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

We Bless This Mess - Love and Thrive

SUMAC - The Deal
Já há muito tempo se olhava para o panorama musical a nível mundial e se identificava uma total reviravolta nos conceitos que durante muito tempo eram estanques. O alternativo virou pop o que leva os mais cépticos a deitarem as mãos na cabeça por verem as bandas mais restritas da sua sociedade secreto-intelectual nas bocas do mundo. Ora se não tivesse existido esta mudança de paradigma provavelmente não teríamos em 2015 este fantástico álbum que nos chega do Reino Unido pelas mãos dos All We Are.

Ao primeiro álbum arriscam-se num campo muito delicado de explorar o seu registo muito pop num lado-a-lado com o psicadelismo, e não é preciso muito mais que uma intro e uma primeira faixa para percebermos que tal resulta e é feito incrivelmente bem. Deitem-se numa cama e preparem-se para uma experiência que se imagina a percorrer o “smooth”, mas que na realidade tu é que serás percorrido por esse mesmo “smooth” que viajará por todo o teu corpo sem medo de se arriscar pelas tuas zonas erógenas. Há certamente o medo de cair na monotonia, mas ao chegarmos à quarta faixa a ideia é logo refutada. “Feel Safe” entra num universo estranho de “discogaze” cheio de buracos negros emocionais que te sugam e servem de portal para uma outra dimensão paralela onde “Honey” é o “Funk-Estrela” que ilumina a tua alma dançante egoísta.

Numa estranha combinação de géneros ditos passados, é difícil tentar compreender qual a identidade desta nova banda que começa a conquistar espaço ao primeiro álbum. Numa clara submissão ao revivalismo, os All We Are fazem música que se despe em guitarras bem polidas e baterias exactas que culmina numa sensação de produção muito bem exectuada. “I Wear You” é a constatação disso, enquanto “Go” insiste na primazia sensorial. É o fim do Casablanca numa noite de temporal, onde a chuva e a trovoada ficam a colorir o ambiente, tudo isto proporcionado por um ligeiro ácido que estás a ingerir.

Impacto causado e bem digerido, este álbum homônimo peca na composição lírica de todo ele. Os All We Are usam letras assim como um estudante deslocado sem acesso às refeições da sua mãe usam massa. Massa com atum, massa com salsichas, massa com queijo, tudo isto para eles são refeições totalmente diferentes, mas para alguém com o gosto já mais apurado, tudo é o mesmo. Neste álbum a massa é o amor e sejamos sinceros, não dá para identificar o que é salsicha ou queijo, porque tudo é atum, apenas algum em azeite e outro em óleo. Mas realmente, quem quer saber de tal? É nas vocalizações de “ooohs” prolongados que tudo ganha magia neste álbum e “Stone” é a obra-prima que combina esse aspecto com uma instrumentalização tão genial que apenas só podemos ficar expectantes por um novo álbum, ou quem sabe, um concerto.

A estreia ao vivo dos All We Are em Portugal acontece no próximo Milhões de Festa.
por
em Reviews
Bandas All We Are

All We Are - All We Are
Queres receber novidades?
Comentários
Contactos
WAV | 2021
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
SSL
Wildcard SSL Certificates
Queres receber novidades?