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Ben Frost - A U R O R A

Ben Frost - A U R O R A - 2014
Review
Ben Frost A U R O R A | 2014
Rafael Trindade 21 de Junho, 2014
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Swans - To Be Kind

Mars Red Sky - Stranded in Arcadia

Nascido na Austrália mas nativo da Islândia. Produtor de música (produzindo álbuns de artistas de grande nome, como os Swans, em 2012, responsabilizando-se pela co-produção de The Seer). Multi-instrumentista. Ex-baterista de Black Metal que executava as suas blast beasts com tanta velocidade que a banda em que estava não teve outra alternativa senão substituí-lo por uma máquina. Compositor de bandas sonoras. A soma destas personalidades todas resulta numa só pessoa: Ben Frost. E com isto já sabemos duas coisas sobre este homem: é um ser diversificado naquilo que faz, bem como alguém extremamente ocupado.


Em 2009, Ben lançou By The Throat, um álbum de sonoridades variadas, pairando nos sons de música ambient, experimental, minimalista, chamber e drone (um estilo reminiscente de artistas como o celebrado Tim Hecker), e abrangendo composições musicais meticulosas, bem como “barulheira” abrasiva. O seu sucessor, A U R O R A, é estilisticamente mais vazio e limitado, flutuando apenas pelos aspetos mais barulhentos e duros das técnicas composicionais do Australiano.


A U R O R A e a música neste trabalho contida soa a um equívoco da parte do multi-instrumentista: caótico mas uni-dimensional. Aposentando-se das texturas melódicas que deram um certo brilho a By The Throat, as sonoridades no disco mais recente do compositor mostram-se trepidas, monótonas e dignas do adjectivo "barulhentas". Até demasiado, sendo toda a direção que A U R O R A podia tomar, sufocada no meio de sintetizadores distorcidos e obesos, bem como pela produção mecanizada e exagerada.


Um álbum de música experimental/ambient consistente no seu fluir musical consegue envolver o ouvinte em paredes de som místicas, bem como impulsionar uma viagem surreal na mente do mesmo. A U R O R A contém uma certa consistência sonora, mas uma que engloba um caos desconfortável, desagradável e repetitiva. Os sons apresentados por Ben Frost neste disco demonstram três coisas não vantajosas: ausência de coesão de ideias, falta de harmonia e música sem cor.


Os temas do disco não fluem entre si. A incoerência musical do novo trabalho do músico australiano é mais que evidente, logo desde a passagem de Flex para Nolan. A U R O R A é o equivalente musical a uma sandwich feita com ingredientes ao calhas, todos chapados "à bruta" para dentro do pão, acabando espalhados no chão da cozinha 75% dos alimentos que originalmente fariam parte da magnífica receita.


Tendo em conta tudo o que foi dito acima, A U R O R A tem os seus pontos fortes se visto de uma perspectiva individual. O tema Secant é dos temas mais focados sonoramente que o disco de Frost contém, com as suas massivas batidas de percussão, sintetizadores em oitavas gravíssimas e um brilho dado pelo efeito reverb. Ainda assim, quanto mais o tema toma progresso e quanto mais intensificada e dissonante se torna, mais desconfortável e tedioso se torna o percurso pela faixa. Venter, faixa estrela do álbum, é uma faixa que lentamente frita a mente do ouvinte: constrói tensão, gera atmosfera e faz tudo isto a um ritmo reminiscente do mesmo álbum que o Australiano co-produziu para os Swans, The Seer. Sendo o seu climax barulhento, distorcido mas sem qualquer vestígio de ambiguidade, mais directo, focado e assertivo do que todo o resto do material incluído neste disco.


Infelizmente, nem os pontos altos (no caso de Venter, altíssimos) salvam A U R O R A da sua própria escuridão. E com esta metáfora feita, podemos dizer que, em 2014, não há luz suficientemente brilhante no fim do túnel que é o novo disco de Ben Frost. As ideias do Australiano são fortes, mas desta vez não há qualquer sentido de coesão entre elas, e desta vez não estão canalizadas através das habituais sinfonias electrónicas do compositor barbudo, mas sim profundamente enterradas no chão agora sólido em que Ben Frost hoje caminha.

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Ben Frost - A U R O R A
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