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Conan - Revengeance

Conan - Revengeance - 2016
Review
Conan Revengeance | 2016
Érica Cardosa 09 de Maio, 2016
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ANOHNI – Hopelessness

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Guerra. Sangue seco. Crânios esmagados. Machados de guerra e batalhões imensos em marcha. Os Conan, nascidos nas entranhas de Liverpool, são já conhecidos por nos trazerem histórias sobre tudo isto… com a particularidade de as intensificarem astronomicamente. Trazem às costas o peso dos 2 lançamentos monolíticos anteriores (Monnos e Blood Eagle), mas ainda assim conseguiram, em janeiro de 2016, oferecer-nos o seu mais recente trabalho, ainda mais brutal e impiedoso que os anteriores: Revengeance. A verdade é que não se esperava nada menos de uma banda que afirma ser tão pesada como “interplanetary thunder amplified through the roaring black hole anus of Azathoth”; no entanto, os Conan provaram que ainda conseguem surpreender as legiões de fãs que a sua discografia esmagadora e ensurdecedora lhes garantiu.

Seguindo a tradição da santíssima trindade de bateria, baixo e guitarra, os britânicos provam logo na faixa de abertura “Throne of Fire” que, realmente, não precisam de nada mais. Atacam imediatamente, sem cerimónias, sem pretensiosismos e sem floreados. Resumidamente: sem merdas. Em contraste, seguem-se então “Thunderhoof” e “Wrath Gauntlet”, que diminuem em velocidade, mas nunca em volume nem em intensidade. Recheadas de riffs lentos, pesados, arrastados, e completamente imersos numa distorção incrivelmente densa, estas faixas relembram-nos o porquê de os Conan serem considerados uma das bandas mais importantes e pesadas na cena actual do Doom/ Sludge. Ao todo, estas duas faixas, aparentemente infindáveis, perfazem um total de aproximadamente 18 minutos.

No entanto, segue-se a faixa-título, que nos entrega desde o início uma bateria feroz e agressiva (tão pouco associada à banda, mas que, aparentemente, lhe assenta muito bem), e que vai progressivamente caindo num riff mais lento mas igualmente devastador, ou seja, aquilo a que já nos habituaram. Se tivermos de apontar um defeito nestes senhores, a previsibilidade sê-lo-á. Apesar disso, “Revengeance” é, sem grande margem para dúvidas, a faixa mais forte do álbum.

“Every Man is an Enemy” vem a seguir, e traz consigo mais (quase) 7 minutos de caos e destruição sónica. Quase a passo de marcha, esta faixa vai gradualmente caindo na morosidade esmagadora tão característica da banda, até, eventualmente, terminar. É então que começa a faixa mais longa do álbum, e também a última: “Earthenguard”. São 11 :44 de riffs tão pesados, tão intensos, tão esmagadores, excruciantes e arrastados, que podemos considerar esta música uma autêntica homenagem ao doom metal, meio em jeito de jam. Os Conan usam as suas armas mais fortes nesta última faixa e deitam tudo o que os rodeia abaixo, encerrando assim perfeitamente esta história de sangue e guerra que nos trouxeram.

Revengeance foi lançado através da já nossa conhecida Napalm Records e trouxe-nos aquilo a que já estávamos habituados por parte dos britânicos Conan. Ainda assim, a evolução e maturação da sua sonoridade é evidente. Ficamos à espera dos seus próximos passos e desejosos por ver o que nos trazem a seguir.

Hail Conan!
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