27
TER
28
QUA
29
QUI
1
SEX
2
SAB
3
DOM
4
SEG
5
TER
6
QUA
7
QUI
8
SEX
9
SAB
10
DOM
11
SEG
12
TER
13
QUA
14
QUI
15
SEX
16
SAB
17
DOM
18
SEG
19
TER
20
QUA
21
QUI
22
SEX
23
SAB
24
DOM
25
SEG
26
TER
27
QUA

Deafheaven - New Bermuda

Deafheaven - New Bermuda - 2015
Review
Deafheaven New Bermuda | 2015
Francisco Silva 19 de Outubro, 2015
Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Sr. Inominável - D'estalo

The Walks - Fool's Gold

Como é que um artista se redescobre e se reinventa para continuar a partilhar com o mundo grande parte da sua visão?

Provavelmente esta foi uma pergunta com que os californianos Deafheaven mais se bateram nestes últimos anos. Se me fosse permitido descrever o New Bermuda numa frase, diria qualquer coisa como: O New Bermuda é um álbum de Black Metal com elementos de Post-Rock, Trash e Shoegaze, enquanto que Sunbather é um álbum que mistura Post-Hardcore, Shoegaze e Post-Rock com Black Metal.

New Bermuda é, provavelmente, o álbum mais Metal da banda, conseguindo algumas das músicas mais intimidadoras, afiadas e intensas que os Deafheaven já gravaram. Para isso contribuem os vocais altamente intensos e mais severos que George Clarke, vocalista da banda, já nos apresentou, com letras impercetíveis que falam de temas como depressão, natureza ou existencialismo e que interpretam um papel fundamental na equação. A juntar a isso temos algumas fantásticas leads na guitarra, alguns tons diferentes de álbums anteriores, com layers suficientes para criar esta atmosfera sombria e vaga. As dinâmicas do álbum e a variedade de influências apresentadas pelas guitarras permitem manter o interesse à medida que o album avança. Algumas das minhas partes preferidas respeitantes às guitarras, são sobretudo nos momentos mais subtis, calmos e gentis, com influências, novamente, de Post-Rock. O trabalho do baterista, Daniel Tracy, aqui também é fantástico, mesmo dispondo de menos tempo para respirar, consegue suportar a música e dar-lhe corpo, sempre com qualidade de som e com técnica apurada. Os blast beats são constantes, adequados, fortes e factor chave para a grandiosidade das partes mais arrebatadoras do album.

Em relação às músicas propriamente ditas: Há uma fórmula um pouco diferente do Sunbather, há menos tempo despendido em fade outs e em secções melódicas. “Brought to the Water” começa com um riff trashy - uma versão moderna de um riff de Slayer - seguido de um belo interlude de Post-Rock. Constantes crescendos e repetições de versos que acabam numa bela melodia de piano.

Segue-se “Luna” - o primeiro monstro de dez minutos - e que é possivelmente a melhor música de todo o álbum. Começa, também, com um ritmo trashy e os harsh vocals demoram pouco a aparecer. Esta música tem uma dinâmica interessante e faz parar a respiração para saber o que se vai passar a seguir. Estes versos explodem uma melodia lindíssima de piano, a uns 5 minutos da musica acabar, que se misturam com mais um riff de Post-Rock que volta a fazer a música crescer em brutal intensidade. São os Deafheaven a dizerem quem são, levantando o seu cartão de identificação e a mostrar o seu melhor lado: Cutting edge vocals, weeping guitars, athmosphere, pianos and blast beats.

De seguida na tracklist aparece “Baby Blue”, possivelmente a música mais esquecível de todo o album. O que me faz perder o interesse nesta música, apesar do excelente riff atmosférico de três minutos, no final do verso surge um "Wah solo" demasiado fraco para o nível que eles nos habituaram e que simplesmente não soa bem, culminando com vários segundos de shredding. Pessoalmente, considero a parte menos boa de todo o álbum. A música acaba ainda assim por terminar numa sample, tal como já tinha ocorrido em Sunbather. “Come Back” tem uma introdução  com guitarras a voar notas que dura apenas uns segundos, quando entra mais uma blast section de cortar o pescoço. E com mais versos incríveis, arrepiantes mesmo. A restante metade da música é possivelmente o melhor riff do álbum, com uma enorme sensação de Sul dos Estados Unidos: Um loop com toneladas de lush e reverb.

Depois deste álbum, haverá muita gente na comunidade de Metal - comunidade essa que sempre teve problemas em aceitar bandas como os Deafheaven, Bosse-de-Nage ou Woods of Desolation - que finalmente irá aceitá-los sob a sua alçada. Não que seja especialmente relevante, pois o que é realmente importante é que a música de Deafheaven é o perfeito contraste entre beleza e agonia, e este é o seu álbum mais eclético, maduro e menos aventureiro até à data.
por
em Reviews
Bandas Deafheaven

Deafheaven - New Bermuda
Queres receber novidades?
Comentários
Contactos
WAV | 2024
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
SSL
Wildcard SSL Certificates
Queres receber novidades?