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Hanni El Khatib – Moonlight

Hanni El Khatib - Moonlight - 2015
Review
Hanni El Khatib Moonlight | 2015
João Rocha 04 de Fevereiro, 2015
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Björk - Vulnicura

Old Yellow Jack - Magnus
Os amantes de séries americanas provavelmente já se cruzaram com as músicas de Hanni El Khatib em episódios de House, Suits e Californication. Conhecendo o conteúdo destas ficções, não espanta que este artista de descendência filipina/palestiniana descreva a sua própria música como “Songs for anybody who has ever been shot or hit by a train”.

Com Will the Guns Come Out em 2011 apresentava-se ao mundo como um rockeiro musicalmente desprovido de qualquer paixão cega por velhos dogmas. Com um álbum exageradamente criativo, conseguiu chamar a atenção de alguns críticos e de muito público. Agora em 2015 com o seu terceiro álbum, Moonlight, demonstra-se um artista muito mais contido e conciso naquilo que quer.

Depois de ter trabalhado com Dan Auerbach (Black Keys) no segundo álbum, começou a seguir uma linha mais polida e polvilhada a pop, característica que não se perdeu com o atual álbum. Aliás, em nada os fãs de Khatib se irão sentir surpreendidos com este trabalho, visto que em nada se despega do caminho de amadurecimento que tem vindo a ser seguido. Aprendeu a tornar a sua música mais convincente ao ouvido, e apesar de não demonstrar grande inovação, em nada menos agrada. É num álbum que se mantém ritmado de uma forma nada arriscada que encontrámos momentos de grande mestria como “Mexico” e “Chasin”. Enquanto na primeira somos arrastados ao longo de uma lentidão melódica que anuncia a euforia do refrão, a segunda destaca-se pelo groove presente não só no baixo, mas também nos sons “extra-instrumentais” nela presentes. Nesse aspeto, Khatib joga com segurança e confiança em apostar na máxima de que é possível encontrar excitação em algo que poderá ser aborrecido. Se o comprova com “Dance Hall”, onde canta que “Static from a broke TV still looks cool to me(...)”, em “Moonlight”, single de apresentação do álbum, fá-lo sentir ao ouvinte. A influência dos Black Keys continua bastante presente, em “The Teeth” cruzando-se com os Tame Impala, e sem grandes mutações e artificialidades encontrámos a faixa onde o rock é celebrado por aquilo que ele é. Nos vocais encontrámos a grande falha de Hanni El Khatib, pois nem sempre eles conjugam bem com a sonoridade que pretende para o seu próprio trabalho, no entanto ao terceiro álbum consegue criar um espaço para si mesmo no panorama musical, em que se coloca bem debaixo do nosso olho.

Não inovando nem conseguindo deslumbrar o ouvinte ao ponto de este se tornar um daqueles álbuns que fica em loop, o que é certo é que temos de dar o braço a torcer perante a caracterização que este faz da sua própria música – Moonlight seria certamente a minha banda sonora caso me aventurasse no deserto sabendo que nunca encontraria água.
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Hanni El Khatib – Moonlight
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