30
SEX
31
SAB
1
DOM
2
SEG
3
TER
4
QUA
5
QUI
6
SEX
7
SAB
8
DOM
9
SEG
10
TER
11
QUA
12
QUI
13
SEX
14
SAB
15
DOM
16
SEG
17
TER
18
QUA
19
QUI
20
SEX
21
SAB
22
DOM
23
SEG
24
TER
25
QUA
26
QUI
27
SEX
28
SAB
29
DOM
30
SEG

Kevin Morby - Singing Saw

Kevin Morby - Singing Saw - 2016
Review
Kevin Morby Singing Saw | 2016
Miguel Teixeira 20 de Dezembro, 2016
Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Car Seat Headrest – Teens Of Denial

The Dear Hunter - Act V: Hymns With The Devil In Confessional
“Amor e destruição”, “morrer e renascer”, com estas palavras podemos descrever o novo e terceiro álbum a solo de Kevin Morby, que aos 28 anos parece estar ainda melhor, fazendo-nos viajar para a terra dos coyotes e ao mesmo tempo, para o folk dos anos 60, 70. E coincidência, ou não, este disco surge no mesmo ano em que acontecem dois marcos, nos dois heróis inspiradores da música de Morby: Dylan, que recebe o nobel da literatura e Cohen que, infelizmente, nos deixou este ano.

Singing Saw, assim se chama o novo disco do ex-Woods/ The Babies, continuando, como bem nos habituou nos seus anteriores trabalhos, com o estilo folk-rock dos anos 60. Em 2014, Kevin muda-se de Nova Iorque para o bairro de Mount Washington, em Los Angeles. Inspirado pelas colinas no seu novo bairro, e tendo encontrado na sua nova casa, um piano e folhas com notas introdutórias, deixadas pelos antigos residentes, ali deu os primeiros passos no piano. Resultado? Este grande álbum composto por 9 faixas, com uma duração de 43 minutos. Este é daqueles álbuns em que se nota, em relação aos anteriores, uma profunda diferença marcada pela mudança na vida do músico, e que carrega em si traços profundamente emotivos (e diferentes), em cada uma das faixas.

O primeiro single, “I Have Been To The Mountain”, é dedicado a Eric Garner, um afro-americano morto pela polícia de Nova Iorque em 2014, representando assim, tal como Morby refere, “os assassínios insensíveis e lamentáveis que têm assolado o planeta, pelo mal”. Esta música representa de algum modo, a morte, carregando em si, um grande valor emocional, com uma letra que transporta uma profunda revolta por uma morte inocente, tendo como exemplo o verso, “I have seen, but I can’t see him no more”. Já por si, “Destroyer”, remete também a uma tristeza, mas por algo que foi e que já não é, um amor que foi retirado, um amor que foi destruído.

Por outro lado, e com o grande êxito deste álbum, temos a música “Dorothy”, a mais melódica e rica em sonoridade instrumental, que numa primeira audição, nos prende quase como de forma imediata. Esta é daquelas que nos fazem ouvir vezes sem conta, imaginando-nos dentro de um carro, naqueles anos 60, com as típicas paisagens rurais e montanhosas americanas, que tanto nos habituaram.

Ao ouvirmos “Drunk and On a Star” e “Ferris Wheel”, temos a sensação (tal como a letra remete), de que estamos a perder a cabeça, na ebriedade dos nossos pensamentos, ao mesmo tempo que recebemos aquela beleza musical que tantas vezes procuramos. Percebe-se o mesmo, com a tempestuosa “Black Flowers”, que com o seu piano, o simples bater da bateria e com o belo coro, percebemos a transcendência da alma, do ser lucido em si, e o “perder-se” enquanto sujeito. “Water”, permanece como uma continuação neste “perder-se”, com o exemplo dos versos, “My body was sleeping / While my poor mind was dreaming”. Esta, especialmente, é uma das mais bonitas do disco, pela calma e serenidade transmitida pelo artista.

Com traços mais blues-rock, e profundamente marcada pela mudança para Mount Washington, “Singing Saw”, transporta-nos para a aquela terra de coiotes, com a típica imagem de serenas colinas verdejantes, numa calma, que outrora Morby não tinha em Nova Iorque.

Kevin Morby, fez aqui algo de único, um álbum recheado de diferentes ritmos e emoções, que consegue prender qualquer um, mesmo numa primeira audição, e este é daqueles poucos álbuns que consegue passar por gerações, sem que todo o misto de sentimentos passe ao lado. Construiu aqui uma sonoridade que há muito não se encontrava, da mesma forma que Kevin faz, e isso faz deste, um dos melhores álbuns deste ano, vendo-se também pela sua passagem de sucesso por festivais e concertos em sala fechada em Portugal, este ano. Um álbum a ter em conta, definitivamente.
por
em Reviews
Bandas Kevin Morby

Kevin Morby - Singing Saw
Queres receber novidades?
Comentários
Contactos
WAV | 2021
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
SSL
Wildcard SSL Certificates
Queres receber novidades?