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Mondo Drag - Mondo Drag

Mondo Drag - Mondo Drag - 2015
Review
Mondo Drag Mondo Drag | 2015
Joana Brites 23 de Janeiro, 2015
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The Dodos - Individ

Viet Cong - Viet Cong
Nesta Era cheia de revivalismo psicadélico, nada cheira a novo, talvez seja por isso que os Mondo Drag conseguem captar alguma atenção neste novo álbum. É verdade, não tem muito de novo, mas torna-se exótico para nós destes anos 2000 porque leva-nos directamente aos anos 60/70 e por momentos somos psicadélicos a sério.

Mondo Drag é um álbum resultante de um turbilhão de coisas novas dentro da banda, viagens, membros a voar para a Suécia, procurar novos membros, mudar de casa, mudar de estado, roadtrips e depois tentar juntar tudo. Conseguem "remontar-se" e temos assim, em modo físico, o homónimo dos Mondo Drag, um disco exploratório, uma pequena máquina do tempo.

Temos 7 musicas, temos 7 tempos, temos apenas uma época. Começamos mesmo só numa de mais psicadelismo revivalista mas ao longo das músicas somos mesmo transportados para o passado, pensamos nos Pink Floyd e até nos The Doors, pensamos como seria ligar um amplificador a um sintetizador e tentar fazer música. É mais psicadélico que progressivo, é mais aério do que pesado, mas ouvimos em todas as músicas um rasgo de loucura, uma loucura implosiva.

Após "Zephyr", "Crystal Vision Open Eyes" e "The Dawn" sentimos o embalo que nos leva a esse passado que é tão invejado nos dias de hoje, o passado onde a exploração musical era fascinante, onde as coisas eram mesmo novas, ou pelo menos, pareciam, sem excesso de informação e sem ideias pré-concebidas. Aterramos assim em "Plumajilla", com a sucessão de camadas sonoras com chamamentos em Flauta e continuamos com "Shifting Sands", com um ritmo constante e progressivo desde o início e somos embalados com a elipcidade da guitarra. "Pillars of the Sky" é Pink Floyd no início, é psicadelismo crú. O disco termina com ,"Snakeskin". A voz lembra Jim Morisson, os sintetizadores também, queremos dançar como se fossemos uma alga no oceano, embaladas por uma maré constante mas contra pequenas vibrações disformes.

É uma viagem no tempo, é crú, é anos 60, 70.
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