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My Brother the Wind – Once There Was a Time When Time and Space Were One

My Brother the Wind - Once There Was a Time When Time and Space Were One - 2014
Review
My Brother the Wind Once There Was a Time When Time and Space Were One | 2014
Joana Brites 17 de Outubro, 2014
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The Wytches - Annabel Dream Reader

Aphex Twin - Syro
A banda de Estocolmo lançou o seu 3º álbum no passado dia 14 de Outubro, mais um álbum hipnotizante de jams de estúdio, mais Space Rock, mais progressivo, mais viagens alucinantes de fechar os olhos. Um álbum sólido, vivo, vibrante e alucinante. Tem um princípio, um meio e um fim, voamos alto e voltamos à Terra mas isso não importa porque tudo é Um neste álbum. Os My Brother The Wind conseguiram consolidar toda uma era de Prog Rock e Space Rock e traduzi-la em algo moderno que não enjoa. É 60's, é 70's é de agora, é o tempo e o espaço unidos, é uma harmonia musical sem exceção, do início ao fim.

Acho que não podemos falar do álbum música a música, temos de o ouvir como um só porque este liga-se entre ele, as músicas não terminam onde a faixa acaba, é toda uma viagem. Algo a que os My Brother the Wind já nos habituaram nos álbuns anteriores, talvez por serem uma banda de improvisos espaciais, mas podemos focar pontos certamente. Começamos a levitar ao primeiro minuto, literalmente, com “Prologue”, que sem darmos por isso já vai noutra faixa, “Song of Innocence pt 1” e pt 2 tem uma notável influencia de bandas como Pink Floyd (é evidente), mas com algo de novo, algo que funde aquela era áurea do space/prog rock dos anos 70. Debatemo-nos com o ritmo de “Into the Cosmic Hole”, depois ouvimos a flauta e somos teletransportados para as montanhas gélidas e inóspitas dos Himalaias em “Misty Mountainside” (que na minha opinião é uma as melhores faixas deste álbum) e assim chegamos ao clímax do álbum.

“Garden of Delight” marca o final da viagem e começamos a entrar dentro de nós, as melodias trespassam-nos, são 12 minutos, talvez demasiado longos. No início, a guitarra demora a rasgar e a bateria quebra muito tarde, mas estamos a ser hipnotizados noutra direção, conseguimos ouvir uma cítara a chamar por nós, perdemo-nos na atmosfera etérea da realidade para sermos esmurrados diretamente para o além. Empurrados contra uma parede de um belo sofrimento em “Thomas Mera Gartz”, faixa dedicada a Thomas Gartz (baterista sueco que marcou o Prog rock e Space rock da sua era). Continuamos o retorno na faixa que dá nome ao álbum, “Once There Was a Time When Time and Space Were One”, esmorecendo para “Epilogue”. É o fim de um livro de viagens espaciais e com toques aqui e ali, voltamos à Terra ao fim de 44minutos de improviso, de magia.
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My Brother the Wind – Once There Was a Time When Time and Space Were One
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