26
DOM
27
SEG
28
TER
29
QUA
30
QUI
Motorama
1
SEX
Motorama
2
SAB
3
DOM
4
SEG
5
TER
6
QUA
7
QUI
Fleshgod Apocalypse // Ex Deo
9
SAB
10
DOM
11
SEG
12
TER
13
QUA
14
QUI
15
SEX
16
SAB
17
DOM
18
SEG
19
TER
20
QUA
21
QUI
22
SEX
23
SAB
24
DOM
25
SEG
26
TER

Ruff Majik - Tårn

Ruff Majik - Tårn - 2019
Review
Ruff Majik Tårn | 2019
Beatriz Fontes 16 de Dezembro, 2019
Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Elliot Moss - A Change in Diet

Mount Eerie - Lost Wisdom Pt. 2
Chegam até nós, em 2015, os fuzz-addicts e riff virtuosos Ruff Majik, a besta em crescimento de Johnni Holiday, Ben Manchino e Jimmy Glasse, que continua aos gritos e pontapés, com um novo par de botas em cada álbum.  O núcleo permanece fixo ao nome de maneira característica, com contornos variáveis. E o bebé está cada vez mais gordo.

A The Bear seguiu-se The Fox, em 2016, e, terminando com os títulos inspirados em animais, é lançado The Swan em 2017 – ano que adicionou três EPs à discografia de Ruff Majik: Seasons, com três capítulos lançados nesse ano e o seu capítulo final lançado em 2018. Seasons viria então a tornar-se um LP com a união de todos.

Terminando aqui com a introdução cronológica, este ano os Ruff Majik lançam Tårn. Com menos da acidez enlouquecedora de The Fox e certamente menos diretamente heavy blues como foi The Bear, Tårn é o irmão mais novo impaciente de Seasons, moldado pelo avultar de um som mais áspero.

O título surge após um período de tragédia e tristeza intima que a banda viveu durante o ano de 2018, ano durante o qual este álbum foi gravado. Tårn, que traduzido do norueguês significa "torre", foi a palavra escolhida com inspiração retirada de cartas de tarot, onde a torre significa a perturbação e a obliteração, assim como os opostos libertação e revolução. Quando se fala apenas em sonoridade, essa nébula de tempos de azia pessoal não é necessariamente clara. Não é um álbum derrotista, sendo ainda mais entusiasmante do que é comovente. Já quando a atenção se desloca para os títulos das músicas e para as letras, é aqui que começamos a descobrir o tom emocional do disco. É mais um momento onde a música serve de espanta-espíritos.

O pacote no seu todo é de um som de estalar a cabeça, insolente, rápido e nítido, tão vulcânico quanto alto e abrasivo. Porque Ruff Majik estão habituados a comparações, vamos evocar mais uma: a estratificação de vozes, por vezes a própria colocação da voz principal, vêm cheirar um pouco à prescrição de Josh Homme. Embora não seja um exemplo isolado, a introdução de "Gloom and Tomb", com aquela voz grave em cima de uma guitarra isolada, para que logo depois a música abra num momento de all-hell-breaks-loose, parece um dos momentos mais evidentes. Por mais irritante que sejam as quase inevitáveis comparações entre artistas, o que Ruff Majik fazem é uma boa amostra daquilo que é a diferença entre a inspiração e a imitação. Excedem-se neste tópico por escolherem, cautelosamente, excertos da sua biblioteca e soarem a Ruff Majik. As referências estão lá, mas não é um caso de Grécia vs. Roma.

Os riffs e os solos em Tårn são dos abusivamente sujo, a puxar a corda do black metal, com o stoner, o doom, o groove metal, o psicadélico e o sludge juntos na mesma sala – e aqueles pratos espetam-se com toda a força! A saltar de um lado para o outro, a progressão é firme. O choque elétrico do ritmo punk-ish aproxima-se de um remoinho psicadélico cru, a fazer ponte para o doom esfumaçado entregue num andamento ligeiramente mais acelerado ao de melaço a cair de uma colher. O sangue ferve e coalha, a terminar na exaustão infernal de dimensão maciça.
por
em Reviews
Bandas Ruff Majik

Ruff Majik - Tårn
Queres receber novidades?
Comentários
Contactos
WAV | 2021
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
SSL
Wildcard SSL Certificates
Queres receber novidades?