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The Pop Group - Citizen Zombie

The Pop Group - Citizen Zombie - 2015
Review
The Pop Group Citizen Zombie | 2015
Rafael Trindade 16 de Março, 2015
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Ghost Bath - Moonlover

Ibeyi - Ibeyi
É de louvar quando uma banda regressa após um longo período de tempo sem discos de estúdio lançados e consegue alcançar, de novo, o apogeu da sua carreira. Casos destes são de trazer à superfície a típica expressão portuguesa, "É/São como o Vinho do Porto".

Descrevam os The Pop Group do modo, maneira e feitio que quiserem. O que podemos tomar como uma certeza absoluta, sintética e analítica é que eles não são um grupo pop. Ninguém esperava o regresso da banda que desde o lançamento de Y (1979) e For How Much Longer Do We Tolerate Mass Murder? (1980) se manteve silenciosa. O fator surpresa apenas tornou Citizen Zombie, o disco em questão, num acontecimento de ainda maior amplitude.

O tresloucado vocalista e líder de banda, Mark Stewart, explode nos imediatos primeiros minutos do disco que se assume como um completo saco-cheio de variedades. Há um industrial inequívoco na faixa título. Temos um funk futurístico, reminiscente de uns Talking Heads em 1980, na infecciosa "Mad Truth". Em "Nowhere Girl" é-nos oferecido rock barulhento que não opta por partir o coração em pedaços, preferindo consumi-lo por inteiro. Em "s.o.p.h.i.a." assistimos a um pós-punk repleto de ritmos intrincados e experimentações electrónicas que merecem duas vénias, enquanto que em "Age Of Miracles" presenciamos um funk que se define como a amálgama entre o dançante e o esteticamente lindo.

"Echelon" é a cereja no topo do bolo: uma balada tão contundente quanto atemorizante que termina Citizen Zombie com dinâmicas inesperadamente suaves mas adequadas a um disco que se assume, sem quaisquer rodeios, enquanto um trabalho esquizofrénico. É isso mesmo que os The Pop Group sempre foram: esquizofrénicos e imprevisíveis. De facto, é uma bufada de ar fresco e de alívio saber que os The Pop Group ainda estão tão energéticos e irrequietos como estavam há 35 anos atrás, e sobretudo saber que os bons discos ainda aparecem de onde e quando menos esperamos. São como o Vinho do Porto.
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